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Poronga – Fábio Rueda e os oportunistas que caçam mandatos no Acre

Houve um tempo em que o Acre era o paraíso de aventureiros que pisavam em solo acreano na caça de mandatos. 

Pouco sabem, mas já tivemos um deputado federal que foi nos representar sem ter colocado os pés por aqui e sem ter um voto.

O nome do sujeito era Hermelindo Castelo Branco.

Isso aconteceu nas eleições de 1945.

Nem ele  votou em si mesmo, pois morava no Rio de Janeiro. 

Elegeu-se na cola do Hugo Ribeiro Carneiro, que obteve mais de 70% dos votos válidos.

Como só havia duas vagas e o partido conquistou mais da metade do eleitorado, teve direito a eleger dois candidatos.

A partir das eleições de 1990, as coisas começaram a mudar.

Mas, naquele ano apareceu um aventureiro chamado Rubem Branquinho. 

Mineiro, ele ‘asfaltou’ as rodovias do Acre inteiro com um pincel atômico.

Felizmente os acreanos não embarcaram na potoca.

Naquele ano, Edmundo Pinto e Jorge Viana, dois acreanos dos pés rachados foram ao segundo turno.

Edmundo venceu, mas fora assinado em 1992, num hotel de luxo em São Paulo.

Vivemos anos difíceis nos governos Romildo Magalhães e Orleir Cameli.

O Acre beirou à ilegalidade plena.

Ao chegar no governo a partir de 1999, Jorge Viana tratou a trabalhar a autoestima do acreanos. 

Passamos a ter orgulho de sermos acreanos.

Quem não lembra das bandeiras do Acre na principais vias do Estado.

Cantar o hino acreano nos orgulhava,

Isso passou rápido.

O atual grupo políticos que nos governa fez questão de relegar essa história ao último plano.

Passamos a ser território dos aventureiro caça-mandatos. 

Gosto de assistir trechos das entrevistas que o bom jornalista Luciano Tavares faz no seu Papo Informal. 

Ele entrevistou um desses caça-mandato.

O nome do sujeitos é Fábio Rueda, irmão do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda. 

Instado a cantar o hino acreano, o caça-mandato saiu com essa. 

E ele é o chefe da representação do Acre em Brasília.

Ah, na mesma entrevista, ele disse que foi convencido a concorre a deputado federal por outro aventureiro, o ainda senador Marcio Bittar.

Misericórdia. 

Diante disso, só rezando o Pai Nosso de forma correta. 

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