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Poronga – Veja porque o ex-governador Dancinha me processou e tire as suas conclusões

“Nunca se mentem tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”, Otto von Bismarck

Hoje, recebi a visita de uma oficial de justiça.
Gentil, a moça entrou em contato comigo na semana passada.
Ele veio me entregar uma intimação de ação movida contra mim por Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.
Mais um processo que recebo do democrata de araque.
Se houver julgamento na letra fria da lei, não tenho com o que me preocupar.
Ocorre que tem havido decisões estranhas quando o meu nome aparece na capa do processo.
Não perco de vista que quem está me processando é um ex-governador.
E os nomes de quem acusa e de quem é acusado costuma pesar.
Lá atrás eu disse que não me preocuparia se o processo for julgado conforme a letra fria da lei.
E tenho motivos para isso.
Gladson Dancinha me processa pelos supostos crimes de calúnia, difamação e injúria.
Tenho convicção plena de que não cometi nenhum desses crimes a mim imputados.
E vou dizer por que não os cometi.
Na minha conta no Instagram, eu falei que o ex-governador tentou me tomar um apartamento que eu tinha por meio de financiamento na Caixa Econômica Federal.
Há processo nesse sentido.
Levarei os dados na minha defesa.
Declarei que diversos interlocutores me procuraram falando em nome do governador para tentar me calar.
Se houve mentira, foi dessas pessoas que foram, inclusive, na minha casa.
É claro que não queimarei as fontes porque estou amparado pela Constituição da República.
Na minha publicação, afirmei que o Dancinha tentou prejudicar a minha esposa.
E isso aconteceu.
A minha esposa foi convidada para desenvolver um trabalho no Tribunal de Contas do Estado.
Ela é servidora concursada da Secretaria de Estado de Saúde.
Foi cedida.
Dois dias depois, quando um militante de redes sociais, disse que se tratava da minha esposa, a cessão foi revogada.
Sem contar que passou meses para receber o dinheiro que o Estado lhe devia.
Gladson de Lima Cameli reclamou que eu lhe chamei de bandido.
Na sua reclamação, o Dancinha disse que:
“O jornalista me imputa explicitamente a prática dos crimes de ser ‘chefe de organização criminosa’ e ladrão do dinheiro público’. Tais afirmações são graves e inverídicas, imputando a mim a prática de crimes contra a administração pública sem qualquer prova ou fundamento. Ele ainda tenta se eximir da responsabilidade mencionando que essas informações viriam da ‘Polícia Federal e Ministério Público Federal’, o que é uma distorção ou falsidade”.
Como é que é?
Quem diz claramente que ele é chefe de organização criminosa é a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Está tudo no inquérito e no processo da Operação Ptolomeu.
Não há distorção e nem falsidade.
A ministra do STJ, Nancy Andrighi votou para condená-lo a 25 anos e nove meses de cadeia.
Eu, portanto, não inventei nada.
Pode rir.
Ele afirma que o termo Dançarino é injurioso e de baixo calão.
Por isso, resolvi lhe chamar de Dancinha.
É questão de interpretação, que é tachado até por ministra do STJ de chefe de organização criminosa não é outra coisa se não bandido.
Tem outras manifestações minhas como canalha, mas essa é a minha opinião sobre ele.
A Justiça me deu 10 dias para apresentar a minha defesa.
Obviamente apresentarei a minha defesa e levarei testemunhas.
Só que nesse intervalo pode surgir fatos novos.
Está marcado para o dia 6 de maio, a partir das nove horas, horário de Brasilia, a retomada da ação penal contra ele na Corte Especial do STJ.
É claro que o Dancinha tentará adiar.
Mas, conforme o resultado, o mundo inteiro saberá que eu sempre tive razão.
Ainda no dia 6, o ex-governador poderá virá réu em outro processo.
Trata-se do Case Colorado.
Sinceramente, acho que a situação dele é pior do que a minha.

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