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Em 2026, o eleitor acreano terá que escolher entre o seis e o meia dúzia; lembre do balaio de gato

Frase: “Fique longe das pessoas negativas. Elas têm um problema para cada solução, Albert Einstein 

Olhe bem para o horizonte. 

Olhou? 

Agora vislumbre o futuro do Acre com as opções que temos no quadro exposto para nos representar no parlamento e nos governar nos próximos anos.

Olho e constato que que o fundo do poço tem subsolo, infelizmente. 

As opções postas não se diferem no conteúdo, com raríssimas exceções. 

Parecem diferentes apenas na forma.

A culpa é apenas dos políticos?

Não, claro que não!

A maioria dos eleitores acreanos calcificou um pensamento contrário àqueles que defender justiça social.

São pessoas que preferem continuar penando com o modelo que está ai, do que apostar em verdadeiras mudanças. 

Que paguem o preço pelas escolhas. 

Dentro desse contexto, avalio que Acre ou se endireita de vez, o que é pouco provável, ou se afunda ainda mais nessa areia movediça e gulosa da corrupção.

Vejamos os nomes postos para governador, com a exceção do médico Thor Dantas, que considero não ter chances de vencer agora, todos vêm do mesmo espectro político. 

O que difere Mailza Assis, Alan Rick e Tião Bocalom em termos de conteúdo ideológico?

Nada. 

Os três se dizem de direita ou de extrema-direita.

Numa sociedade politizada e consciente, o trio disputaria os votos num mesmo campo.

Caberia a um candidato progressista surfar numa parcela importante do eleitorado. 

É algo tão óbvio.

Os progressistas, porém deixaram de fazer política a partir das eleições de 2018.

Saíram do pleito com mais de 35% dos votos.

Se acovardaram e perderam espaço. 

Vão demorar para reconquistar o coração do eleitor dominado e sonolento.

Enquanto isso, o  Acre caminha para ficar ainda mais pobre.

E, em alguns casos, podre.

Vida que segue.

A antiga oposição continua sendo um grande balaio de gatos

 

Sou daqueles que, para falar sobre o presente, procuro referências no passado.
Há alguns anos, o então governador Jorge Viana declarou que a oposição era um balaio de gato.
Ninguém se entendia.
Os anos se passaram, a Frente Popular do Acre, que tinha o PT na liderança, começou a receber muitos daqueles gatos.
Na verdade, tinha os seus próprio gatos.
O primeiro a mostrar as garras foi Sérgio Petecão, que foi chancelado para presidir a Assembleia Legislativa durante oito anos.
Na primeira oportunidade, Petecão pulou fora, se juntou com a turma do balaio, e se elegeu senador da República.
Mas a Frente Popular e o PT seguiram com os seus gatos.
Um deles é o hoje senador da República Alan Rick.
Outro é o governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.
Ambos nasceram e cresceram politicamente nas abas do PT e dos partidos de esquerda.
Até o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que se diz de extrema-direita, foi secretário de Jorge Viana.
Vamos falar do atual momento.
Agora, a gente ver boa parte da turma tentando se aninhar num mesmo espaço.
A ideia é dar volume à opaca candidatura da vice-governadora Mailza Assis.
No poder, o balaio ficou pequeno demais para tantos gatos.
E gatunos.
Mas o antigo balaio teve dissidência.
É impossível ver tanta jura de fidelidade sem relembrar de alguns episódios de traição explicita.
Nas eleições de 2022, Gladson de Lima Cameli jurou a Marcio Bittar que a sua vice seria Márcia Bittar, então esposa do senador.
A promessa não aguentou a viagem, de avião, de Xapuri a Rio Branco.
Quem acabou sendo vice foi a Mailza Assis, que não tinha chance de reeleição como senadora.
O escolhido para concorrer ao Senado foi Alan Rick, que venceu.
Enganado por Gladson Dancinha, Marcio Bittar disputou, naquele ano, governo e teve uma votação pífia. A bola da vez é o MDB, partido que vem sendo ludibriado por Gladson de Lima Cameli há anos.
Recentemente, prometeram a Secretaria de Turismo e Empreendedorismo a Leonardo Melo, filho de Flaviano Melo.
Ele não assumiu nada.
Na aliança atual, o compromisso é que Jéssica Sales seja a candidata a vice-governadora.
É impossível não relembrar o video em que o chefe da Casa Civil do governador, Jonathan Donadoni, festejou a derrota de Jéssica Sales na disputa pela prefeitura de Cruzeiro do Sul.
E sabe o que é pior: essa aliança do MDB com o governo deve ter muito a ver com os estragos que a família Sales teve nas eleições municipais.
É o que dizem.
E quem garante que o governador Dancinha não aplicará mais uma rasteira?
Confia nele quem quer.

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Promessas de secretarias
O anunciado acordo do governo com o MDB não envolve apenas promessas futuras pós-eleição. Os mdbistas aguardam Mailza Assis tomar assento na cadeira de governadora para ver alguns dos seus assumir cargos de secretários em locais estratégicos. As pastas não foram definidas, mas a promessa é real.

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Pedido de Lula 
Fernando Haddad deu o recado quando disse que não é desertor. Mesmo não querendo, será candidato ao governo de São Paulo atendendo a um pedido do presidente Lula. Sabe da importância que há para a reeleição presidencial garantir uma votação expressiva no maior estado do país. Acho que ele leva a disputa para o segundo turno contra Tarcísio Freitas. O momento não é para deserção.

Caso Acre 
Não tenho convívio próximo com Jorge Viana. Os poucos contatos esporádicos acontecem por meio de telefonemas. Mas, pelo cenário posto, acredito que ele não concorreria ao Senado de livre e espontânea vontade. Deve deixar a presidência da Apex para entrar na disputa a pedido do presidente Lula. Ele também não é desertor.

Venham todos 
Muita gente foi tomar água do Lago Paranoá, em Brasília, e se esqueceu de colocar os pés no Acre. Essa é a verdade. Essa turma deveria colocar os seus nomes no jogo, a fim de formar chapas competitivas e capazes de eleger deputados estaduais e federais. Falta-lhes coragem. Isso, sim!

O crescimento do Estado e o rabo de cavalo

Há uma tentativa desesperada de setores da imprensa vendida de colocar o Acre como um dos estados que mais cresceu sob a atual gestão.

Fala-se num crescimento econômico superior a 300%.

Ora, se cresceu tanto porque tantos acreanos estão migrando para outros estados em busca de melhorias dias?

A estiva é que mais de 50 mil pessoas foram tentar a sorte em outra unidade da federação. 

Não houve crescimento algum e falo com base em dados oficiais. 

Quem assumir o governo vai se deparar com uma verdadeira tragédia. 

O aviso está dado.

Para se ter uma ideia, há três anos consecutivos o Acre aparece com nota C junto à Secretaria do Tesouro Nacional.

Você pergunta: o que isso quer dizer?

 Eu respondo. 

Significa:

1. Restrição à novas operações de crédito com garantia da União: com CAPAG C, o Estado, em regra, não é elegível para contratar novos financiamentos com garantia da União, que normalmente exige nota A+, A, B+ ou B.

2. Fragilidade concentrada no caixa: no caso mostrado, o problema não está no endividamento, mas na liquidez relativa, que ficou em C. 

Isso indica insuficiência de caixa em relação às obrigações financeiras de curto prazo, pressionando a gestão financeira do Estado.

Menor capacidade de investimento financiado: a nota C reduz a possibilidade de usar crédito garantido pela União para viabilizar obras, projetos estruturantes e expansão de investimentos públicos.

É mas o que é preciso para melhorar?

É necessário um ajuste fiscal e financeiro mais rígido:

 a situação exige foco em caixa, restos a pagar, obrigações financeiras, controle da despesa corrente e recomposição de liquidez, para recuperar a capacidade de pagamento.

E qual é a saída institucional possível via ajuste? 

 Estados com CAPAG C ou D podem aderir ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), que permite acesso condicionado a crédito com garantia da União, desde que cumpram metas e medidas de ajuste.

Em termos práticos, significa que o governo gastou além do que o caixa conseguia suportar.

Ou seja: faltou fôlego financeiro para cobrir compromissos de curto prazo, a poupança do Estado encolheu e a gestão fiscal perdeu força. 

Quando isso acontece, o governador deixa um sinal claro de desorganização nas contas públicas: o Estado passa a ter mais dificuldade para pagar obrigações, investir e até buscar novos empréstimos com segurança.

Para resumir: o governo que só fez algo porque a arrecadação e o FPE aumentaram significativamente. 

De 2019 até hoje, ele recebeu 60% de todos os recursos de transferência realizados pelo governo federal desde 2011 (em 15 anos). 

“Depois de mim, o dilúvio”.

A frase é atribuída ao rei Luiz XV, da França.

Mas também foi atribuída à sua amante,  a marquesa de Pompadour.

O sucessor do governador Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, pode esperar o diluvio.

Decisão do Dino

Você viram a decisão do ministro Flávio Dino, do STF, proibindo juízes que cometem crime ter como punição a aposentadoria compulsória levando todos os seus direitos?.

Esse é um dos muitos absurdos neste pais marcado historicamente pela impunidade. 

Tenho plena certeza de que a maioria dos brasileiros e brasileiras apoia a decisão, que terá muitos debates nos tribunais.

Trata-se de uma excrescência, que pode ser tachada como o crime premiado. 

Enquanto essa casta deita e rola, os simples mortais penam.

Vou citar um exemplo meu. 

Recentemente eu fui condenado na área criminal a oito meses de prisão em regime semi-aberto.

Para me condenar, disseram que eu tinha condenação anterior.

Não levaram em conta que fui condenado por denunciar bandidos e não por ser bandido. 

Sou funcionário público federal há 42 anos, sem carregar uma nódoa na minha biografia funcional.

Nem falta injustificada eu tenho.

Mas, se a condenação fosse superior a quatro anos, sabe o que aconteceria?

Eu perderia o meu emprego. 

Por ai a gente perceber a diferença e os privilégios. 

Que a lei seja dura para todos e todas.

O Master no Acre

Há pouco tempo, eu apurei que o Banco Master teve passagem lucrativa pelo Acre.

Relembrei que o banco do presidiário Daniel Vorcaro chegou ao estado nas asas do governo Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.

Como isso aconteceu?

Estranhamente, o governo contratou uma empresa chamada Fênix Soft, do Amazonas, para administrar os empréstimos consignados dos servidores públicos.

Veja bem: Amazonas, Manaus…

Essa empresa ofereceu um cartão denominado Avancard.

Vocês viram alguém usando esse cartão no comércio? 

Não virão porque ele não chegou ao servidores.

O que chegou foi o oferecimento de empréstimos consignados disfarçados. 

Os servidores entraram na cilada e pagaram caro, muito caro!

Na verdade, pegaram empréstimo a juro extorsivo de cartão de crédito.

Uma senhora, que entrou em contato comigo, pediu emprestado R$ 20 mil.

Ao final dos cinco anos, desembolsou mais de R$ 90 mil.

Quantos servidores foram “engalobados”?

Eis a questão.

Recentemente, foi divulgado que a Justiça do Acre deu ganho de causa à uma pessoa.

Essa é típica situação para os órgãos de controle se mexerem.

Mas será que irão?

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