Ícone do site Portal do Rosas

Poronga – O balaio ficou pequeno para tantos gatos

Frase: “O homem sábio aceita a sua dor, suporta-a, mas não a aumenta reclamando”, Marco Aurélio

Sou daqueles que, para falar sobre o presente, procuro referências no passado.
Há alguns anos, o então governador Jorge Viana declarou que a oposição era um balaio de gato.
Ninguém se entendia.
Os anos se passaram, a Frente Popular do Acre, que tinha o PT na liderança, começou a receber muitos daqueles gatos.
Na verdade, tinha os seus próprio gatos.
O primeiro a mostrar as garras foi Sérgio Petecão, que foi chancelado para presidir a Assembleia Legislativa durante oito anos.
Na primeira oportunidade, Petecão pulou fora, se juntou com a turma do balaio, e se elegeu senador da República.
Mas a Frente Popular e o PT seguiram com os seus gatos.
Um deles é o hoje senador da República Alan Rick.
Outro é o governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha.
Ambos nasceram e cresceram politicamente nas abas do PT e dos partidos de esquerda.
Até o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que se diz de extrema-direita, foi secretário de Jorge Viana.
Vamos falar do atual momento.
Agora, a gente ver boa parte da turma tentando se aninhar num mesmo espaço.
A ideia é dar volume à opaca candidatura da vice-governadora Mailza Assis.
No poder, o balaio ficou pequeno demais para tantos gatos.
E gatunos.
Mas o antigo balaio teve dissidência.
É impossível ver tanta jura de fidelidade sem relembrar de alguns episódios de traição explicita.
Nas eleições de 2022, Gladson de Lima Cameli jurou a Marcio Bittar que a sua vice seria Márcia Bittar, então esposa do senador.
A promessa não aguentou a viagem, de avião, de Xapuri a Rio Branco.
Quem acabou sendo vice foi a Mailza Assis, que não tinha chance de reeleição como senadora.
O escolhido para concorrer ao Senado foi Alan Rick, que venceu.
Enganado por Gladson Dancinha, Marcio Bittar disputou, naquele ano, governo e teve uma votação pífia.A bola da vez é o MDB, partido que vem sendo ludibriado por Gladson de Lima Cameli há anos.
Recentemente, prometeram a Secretaria de Turismo e Empreendedorismo a Leonardo Melo, filho de Flaviano Melo.
Ele não assumiu nada.
Na aliança atual, o compromisso é que Jéssica Sales seja a candidata a vice-governadora.
É impossível não reproduzir o video em que o chefe da Casa Civil do governador, Jonathan Donadoni, festejou a derrota de Jéssica Sales na disputa pela prefeitura de Cruzeiro do Sul.
E sabe o que é pior: essa aliança do MDB com o governo deve ter muito a ver com os estragos financeiros que a família Sales teve nas eleições municipais.
É o que dizem.
E quem garante que o governador Dancinha não aplicará mais uma rasteira?
Confia nele quem quer.

Promessas de secretarias
O anunciado acordo do governo com o MDB não envolve apenas promessas futuras pós-eleição. Os mdbistas aguardam Mailza Assis tomar assento na cadeira de governadora para ver alguns dos seus assumir cargos de secretários em locais estratégicos. As pastas não foram definidas, mas a promessa é real.

BMW da ex 


Dentre os bens sequestrados pela Justiça como resultado da Operação Ptolomeu, deflagrada em 21 de dezembro de 2021, está uma BMW X4, adquirida por empresário para que o governador do Acre, Gladson de Lima, o Dancinha, presenteasse a sua então esposa Ana Paula Correia, ex-Cameli. Como o veículo fora adquirido por meio de financiamento e não houve o pagamento, a Xapuri Motors, cuja razão social é Acre Comércio e Administração Ltda., entrou no STJ pedido a liberação do carrão. Acho difícil conseguir.

MPox na fronteira
Foi diagnosticado no Hospital Regional de Brasileia um caso de MPox, a varíola do macaco. Trata-se de um estudante paulista, que estuda na Bolívia. Depois da passagem pela unidade de saúde, o rapaz estaria em isolamento domiciliar. As autoridades de Cobija foram notificadas

Novos casos
Segundo informação oficial, não há notificações de novos casos. É importante, porém, que seja reforçada a vigilância, com atenção especial nos setores de classificação, ambulatório e pronto-socorro. A Mpox é extremamente contagiosa.

Pedido de Lula 
Fernando Haddad deu o recado quando disse que não é desertor. Mesmo não querendo, será candidato ao governo de São Paulo atendendo a um pedido do presidente Lula. Sabe da importância que há para a reeleição presidencial garantir uma votação expressiva no maior estado do país. Acho que ele leva a disputa para o segundo turno contra Tarcísio Freitas. O momento não é para deserção.

Caso Acre 
Não tenho convívio próximo com Jorge Viana. Os poucos contatos esporádicos acontecem por meio de telefonemas. Mas, pelo cenário posto, acredito que ele não concorreria ao Senado de livre e espontânea vontade. Deve deixar a presidência da Apex para entrar na disputa a pedido do presidente Lula. Ele também não é desertor.

Venham todos 
Muita gente foi tomar água do Lago Paranoá, em Brasília, e se esqueceu de colocar os pés no Acre. Essa é a verdade. Essa turma deveria colocar os seus nomes no jogo, a fim de formar chapas competitivas e capazes de eleger deputados estaduais e federais. Falta-lhes coragem. Isso, sim!

Três meses
Veja porque essa Justiça é morosa contra quem está no poder. Hoje completa três meses que a ministra Nancy Andrighi votou para condenar o governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, o Dancinha, à perda do mandato e a 25 anos e nove meses de cadeia. O ministro-revisor, João Otávio Noronha, pediu vista e não se apressou a devolver os autos para o julgamento. São por essas e outras, que ele só se desmoralizam perante a opinião pública.

Vasto conhecimento 
Causa essa estranheza essa demora de João Otávio Noronha porque ele tem vasto conhecimento do processo, tendo proferidos decisões que foram ao encontro às de ministra Nancy Andrighi. Espera-se que não tenho coelho demais nesse mato.

As estratégias
Fato concreto é que os advogados de Dancinha Cameli montaram a estratégias de postergar a decisão final do julgamento ao máximo. O próximo passo será pedir que as coisas sejam suspensas até que haja decisão, na própria Corte Especial, sobre as provas anuladas pelo STF.

Voto conservador

Uma reflexão: a vice-governadora Mailza Assis se diz evangélica. A ex-deputada federal Jéssica Sales tem orientação homoafetiva. Como os eleitores ditos conservadores irão avaliar esse casamento político?

Sair da versão mobile