A situação da captação e tratamento de água em Rio Branco se torna cada vez mais alarmante, com indícios de que o déficit enfrentado pela população em relação ao abastecimento de água potável só tende a piorar. O prefeito Tião Peixão Bocalom e o governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, Dancinha, são apontados como responsáveis pela grave crise hídrica que afeta a cidade.
Historicamente, a gestão da água em Rio Branco nunca foi eficiente. Durante a administração do ex-governador Tião Viana, a cobertura de abastecimento de água era de 85%. Hoje, a realidade é bem diferente,.
Peixão Bocalom é primeiro prefeito da história a deixar a população sem água nas torneiras tanto no inverno quanto no verão.
As justificativas oficiais para a falta da água se baseiam na turgidez da água captada do rio Acre. O problema é mais complexo e envolve questões de gestão e financiamento.
A mudança da empresa responsável pelo tratamento de água, sem a devida transparência, gerou desconfiança.
Informações indicam que a nova fornecedora, chamada Alquimia, não atende às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e produz os produtos de tratamento de forma artesanal. Além disso, a empresa não possui um laboratório adequado para análises, emitindo laudos sem a comprovação técnica necessária.
A situação é crítica, com um contrato de R$ 100 milhões para a instalação de equipamentos que, até o momento, não foram implementados. A população de Rio Branco, portanto, continua a consumir água de qualidade duvidosa, enquanto os órgãos de controle parecem ineficazes em agir diante da gravidade do problema.
A falta de ação e a negligência das autoridades locais levantam questões sobre a responsabilidade e o compromisso com a saúde pública, deixando a população em um estado de vulnerabilidade e desamparo.
É imperativo que haja uma resposta imediata e efetiva para restaurar a confiança e garantir o direito à água potável a todos os cidadãos.