Por fazer fronteira com a Bolívia e o Peru, o estado do Acre é porta de entrada para milhares que deixam seu país de origem e migram para o Brasil. Portanto, ajuda humanitária é uma política pública permanente na região.
Na tarde desta quarta-feira (12) a vice-governadora do Acre, Mailza, do Progressistas, foi até o município de Assis Brasil, onde se encontrou com representantes de várias instituições para acompanhar a entrega de doações para os refugiados e migrantes que estão no Alto Acre, realizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), da Organização das Nações Unidas (ONU).
A vice-governadora fez questão de reforçar o compromisso do estado com as políticas públicas de assistência aos refugiados, e se comprometeu em buscar mais apoio, reforçando as ações. “O governador Gladson sempre nos dá carta branca quando o assunto é cuidar de pessoas. Por isso, hoje é um dia especial, em que estamos tratando de uma causa tão importante, com grandes instituições e pessoas interessadas em fazer o melhor pelos nossos irmãos refugiados, dar as mãos, para que juntos possamos vencer tudo isso”.
O estado recebeu da Acnur itens de informática, malas de viagem, kits de higiene, kits de cozinha, mosqueteiros, baldes, garrafas d’água e cobertores, como apoio do Avião Solidário, da Latam Airlines Brasil. O propósito da ação foi estruturar as instituições que atendem a população refugiada, na região de tríplice fronteira, bem como na capital do Acre.
“Estamos felizes em estar aqui para saber como a rede tem atuado, nessa questão. Além disso, precisamos identificar desafios para auxiliar nas ações humanitárias, proteção e assistência às necessidades básicas dos migrantes”, relatou a Oficial Assistente de Campo da Acnur, Juliana Serra.
Também integraram a comitiva os secretários de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasd), Lauro Santos; Justiça e Segurança Pública (Sejusp), José Américo Gaia; o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia; o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado (MPAC), Juleandro Martins; o coordenador Estadual da Defesa Civil, Coronel Carlos Batista e o delegado da Polícia Federal da Regional do Alto Acre, Valdir Celestino.
O secretário Lauro Santos falou sobre a criação da Sala de Situação da Crise Migratória como uma das ações que fortalecem a união entre os poderes para solucionar o principal gargalo da crise que é o transporte desses migrantes. “Essas doações chegam num momento oportuno. Nós escolhemos Assis Brasil porque é a porta de entrada para migrantes. Precisamos nos unir para agilizar e o que a gente mais precisa que é o Sisconare [Sistema do Comitê Nacional para os Refugiados], que é o sistema de acolhida, dê celeridade ao transporte dos refugiados, principalmente os Venezuelanos, pois o objetivo deles não é ficar aqui”, disse.
Nesse contexto, o coronel Gaia destacou a transversalidade das políticas públicas para migrantes. “Existe uma transversalidade muito grande das nossas ações e estão voltadas para essa população migratória. A união de esforços é o melhor instrumento para que a gente faça frente a essas situações, otimizando nossos recursos humanos e meios”.
O MPAC é um dos parceiros mais importantes na realização das ações nos municípios do Alto Acre. O promotor Juleandro chamou atenção para avanços já promovidos pelo governo do Estado. “É uma política pública difícil, e se não for a união das instituições, a gente não avança. Na atual gestão a gente percebe que ela avançou bastante. É um motivo para reconhecer o trabalho do governo e parabenizar os atores envolvidos”.
O prefeito Jerry Correia pontuou algumas dificuldades e lembrou do momento mais crítico da crise humanitária. “A crise humanitária é nossa prova de fogo. Porque no momento da pandemia, 600 pessoas ficaram reclusas aqui, e de repente centenas de estrangeiros estavam circulando na cidade. Foi aí que buscamos ajuda do governo e outras instituições para começar a trabalhar melhor essa política ”, declarou.
