PARA RECORDAR – Há sete anos, Ibama embargou diversas empreendimentos e aplicou multa superior a R$ 3 milhões

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Sem aprofundar no tema, boa parte da sociedade acreana discute os embargos de empreendimentos madeireiros feitos pelo Ibama.

Oportunistas e saudosistas da política bolsonarista de deixar a boiada passar, procuram um viés politico para atacar ao governo federal.

Aliados do presidente Lula, por sua vez, se furtam a entrar no debate ou fazem promessas difíceis de ser cumpridas, a fim de ficar de bem com a plateia.

O Acre é um dos estados mais bolsonaristas do país. Isso é fato.

Depois da saraivada de críticas, o Ibama resolveu emitir um nota bem feita e didática.

“A Operação Metaverso tem como objetivo coibir atividades de esquentamento de madeira ilegal, mediante a retirada de créditos excedentes no sistema DOF, visando redução da taxa de desmatamento ilegal”, diz a nota.

Ainda segundo a nota, os alvos a serem fiscalizados são selecionados previamente, a partir de análise de transações consideradas suspeitas, realizadas no Sistema DOF”. Veja a nota.

Embora esteja causando alvoroço, esse tipo de operação não é novidade.

Em julho de 2016, o Ibama aplicou mais de R$ 3 milhões em multa por crimes ambientais e embargou várias propriedades. Veja aqui. 

Denominada Onda Verde, a operação visava combater crimes de desmatamento, uso ilegal do fogo, além de exploração e transporte ilegal de madeira. 650 hectares foram embargados e 31 autos de infração lavrados.

A operação começou pela cidade de Acrelândia e segue ainda pelos municípios de Sena Madureira, Feijó, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. As cidades foram escolhidas a partir de imagens de satélite que apontaram os locais com maiores índices de desmatamento, segundo o Ibama.

Será que tem reincidentes?

E as multas, foram pagas?

Esse debate precisa de mais aprofundamento e seriedade.