No dia 27 de fevereiro, o boçal e incompetente governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), deu a seguinte declaração publicada na Agência de Noticias do governo: “O Plano de 100 Dias é uma forma de prestar contas à comunidade, e uma oportunidade para mostrar que o governo está preparando melhorias para a infraestrutura no Acre. Vamos realizar e cumprir projetos em diversas frentes, como saúde, geração de postos de trabalho e pavimentação das vias”.
Dez dias depois, em 9 de março, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi autorizou a realização da terceira fase da Operação Ptolomeu, pela Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e a Receita Federal.
Mais de R$ 120 milhões em bens dos investigados foram bloqueados.
O bloqueio nos bens de Cameli ultrapassou a casa do R$ 10 milhões.
No próximo domingo, fará um ano e quatro meses que a Ptolomeu foi deflagrada pela primeira vez.
Hoje, o governo Gladson Cameli 2 completa 100 dias.
Somado com o primeiro mandato temos 1.561 dias de um governo que se especializou em promover escândalos de corrupção.
Mais escandaloso ainda é saber que a população pouco se preocupa em ter corrupto na condução dos destinos do Estado.
Mesmo tendo sido acusado de ser o regente de uma Organização Criminosa que desviou R$ 828 milhões do erário, Cameli foi reeleito no primeiro turno.
Ele também deixou que cumprir quase a totalidade das promessas feitas na campanha de 2018.
Para o segundo mandato, renovou promessas antigas e tratou de fazer novas.
Ele sabe que o povo não lembra daquilo que lhe foi prometido. Conhece o valor do voto. Por isso, mente sem remorso.
Mas Gladson Cameli chega aos 100 dias deste 2º mandato bem pior do que terminou o 1º.
Como mau piloto, ele praticamente abandonou o comando do Acre.
Está acossado pela Justiça, que pode lhe afastar do mandato a qualquer momento.
Desde que foi acusado de ser chefe da Organização Criminosa, o governador vem dizendo que é inocente, mas não faz esforço para provar a inocência. Pelo contrário: tenta anular as investigações usando como o escudo o seu filho menor de idade.
Tudo no Acre segue parado. O crime organizado dita as regras no bairros, o desemprego campeia, setores importantes como o da construção civil, madeireiro e da pecuária.
O Acre está engessado e isolado.
Gladson Cameli está com as portas fechadas em Brasília.
Seguimos à deriva, sem projeto de Estado e com um líder baleado pelas denúncias de flertar, namorar e casar com a corrupção.
Chegamos aos 100 dias SEM rumo. É a realidade.
Passa da hora do STJ tomar uma decisão. A demora e omissão do Judiciário atrapalha a quase 900 ml acreanos.
Governar não é fazer dancinha, entregar peixe e chocolate.
