Sou 100% favorável à Operação Ptolomeu.
Boa parte das denúncias feitas no Portal do Rosas, certamente, apontou caminhos aos investigadores.
Tenho informação sobre isso.
Defendo que os corruptos e os corruptores paguem pelos seus atos.
Que seja feita justiça contra os ladrões do dinheiro público.
Mas não concordo com excessos.
Fui o primeiro a levantar a preocupação com os efeitos prejudiciais que a decisão de suspender as atividades econômicas de 15 empresas pode trazer.
Abordei a preocupação com o desempregos.
Setores da imprensa que constam na folha de pagamento do governo se apropriaram da pauta.
Cargos comissionados, também.
Acho isso ótimo.
Sou crítico do governo e do governador, mas não quero o caos no Acre.
A decisão da ministra do STJ Nancy Andrighi prejudica até empresas que nada têm a ver com a operação.
A máquina pública, que funcionava como se estivesse enferrujada, parou.
Nada mais funciona.
O medo de assinar pagamentos virou pavor.
Percebam a minha preocupação.
Com as empresas impedidas, as obras param.
Há dezenas de escolas sendo reformadas.
Hospitais, como o de Sena Madureira, onde morreu gente com a queda do teto, vai parar.
Também serão paralisadas obras em delegacia e em vários prédios públicos.
Como ficará o anel viário de Brasileia e Epitaciolandia?
As pontes em Xapuri e Sena Madureira terão segmento?
Outro detalhe: o governo não tem que ter medo de fazer o certo.
A decisão da ministra de suspender as atividades econômicas vale a partir da última quinta-feira.
Não vale usar essa situação para dar calote e não pagar o que foi executado.
Tem que fazer o certo.
Se a opção for o caminho errado, viveremos o caos.
O governo tem que usar os instrumentos legais para assegurar a governabilidade.
Para não chancelar a situação caótica,
Tem esse dever para com a população,
Se preciso, faça o uso da Procuradoria-Geral do Estado a fim de encontrar um caminho.
Ah!
A ministra não liberou o teor da sua decisão aos advogados dos acusados.
Não descarto novas medidas duras.

