Há quase 40 anos, o advogado Antônio Aquino Lopes, o Toniquim, preside a Federação Acreana de Futebol.
Recebeu a entidade das mãos do então deputado federal Alércio Dias dentro de um pasta.
A Federação não tinha endereço próprio e muito menos patrimônio.
Toniquim construiu um patrimônio avaliado em quase R$ 70 milhões.
Discreto, o presidente da federação nunca misturou o esporte com política partidária. Embora seja de direita.
Também nunca foi molestado pelos governantes ou político com e sem mandato.
Sem ser incomodado e sem incomodar, Toniquim foi renovado os mandatos sucessivamente.
Talvez tenha se esquecido de inovar e modernizar a gestão.
Mas é um homem que não carrega mancha na biografia.
Na crise da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o acreano poderia ter assumido a presidência da entidade máxima do futebol brasileiro.
Preferiu permanecer numa das vice-presidências.
A Federação de Futebol, aparentemente, nunca foi olhada com cobiça pelos políticos.
Tudo aparência e nada mais.
Haverá eleição para renovar a diretoria no próximo dia 31.
E Toniquim terá adversario.
Quem pleiteia suceder o mandatário é o deputado estadual Roberto Duarte, que se elegeu deputado federal.
Duarte estaria prometendo aos clubes mundos e fundos, inclusive emenda parlamentar federal.
E não está só.
O deputado federal pôs na sua chapa o ex-chefe da Casa Civil do governo Flávio Pereira.
Pereira é amigo do governador Gladson Cameli.
O jogo está sendo jogado de maneira pesada.
Segundo fonte do Portal, a máquina do governo entrou em campo e teria virado o jogo em favor de Duarte e Pereira.
Ainda há muito a ser jogado, mas parece que do pescoço para baixo será canela.
A partida caminha para ser decidida no tapetão, mas a compra de voto é escancarada.
E há dirigente “facim, facim”…

