Em boa hora, o tema corrupção no governo do Acre foi colocado no cardápio da eleição.
Eu penso que chegou atrasado.
Penso assim porque investigações confirmaram que roubaram o dinheiro da merenda escolar e da saúde.
Mas nunca é tarde para apontar o malfeito e o malfeitor.
É indubitável que, se os roubos dentro do governo tivessem sido debatidos há mais tempo, certamente a história seria outra.
Hoje, numa emissora local, o senador Sérgio Petecão declarou que, se a Justiça fosse célere, o governador Gladson Cameli nem estaria disputando a reeleição.
Eu concordo com ele.
Os últimos anos deixaram claro que a história de que rico não precisa roubar é puro engodo.
Rio rouba.
E rouba ricamente.
A história está recheada de exemplos.
Aqui nessa terra de Galvez se fala muito nos casos de corrupção no governo.
E não é à toa.
Em sessenta anos de Acre Estado muitos foram os governantes acusados de malversarem o dinheiro público.
Mas nenhum foi alvo de busca e apreensão na sua residência e no Palácio de governo pela Polícia Federal.
Nenhum foi classificado pela Justiça como regente e chefe de uma organização criminosa.
Gladson Cameli é o primeiro a receber essa regência.
O processo oriundo da Operação Ptolomeu, que trouxe denúncias graves contra o governador, ainda terá desdobramentos.
Dificilmente ele sairá impune, pois há evidências e provas levantadas pela Polícia Federal.
Infelizmente, é quase impossível encontrar um setor dentro da administração estadual onde o dinheiro público não esteja sendo desviado pelo propinoduto estatal.
A Educação, outrora modelo de gestão, passa por um desmonte gigantesco.
Já foi alvo de inúmeras operações, que apuraram os desvios de dinheiro da merenda escolar para alimentar os bolsos dos corruptos.
O que dizer da Saúde, que está doente em razão do uso ilegal dos recursos públicos?
O Acre tornou-se paraíso das empresas de outros estados, em particular de Manaus, cidade onde mora a família do governador.
Gladson Cameli conta vantagem de ter criado a Delegacia de Combate à Corrupção.
Realmente a delegacia fez diversas operações, mas passou a incomodar.
Como incomodou, foi feito o desmonte.
As operações da Polícia Civil viraram coisa do passado.
O delegados anteriores deixaram vinte e quatro inquéritos e investigações preliminares.
Tudo ficou parado.
Ainda teremos 19 dias de campanha.
Acontecerão sabatinas e debates.
A corrupção, os demandas e a incompetências são pratos obrigatórios no cardápio.
E que não se encerre no pós eleição.
Especialistas avaliam que as eleições para o governo começam a esquentar agora.
Que esquentem…
Vida que segue.
Fui.
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.
