É difícil acreditar.
Mas a maioria dos eleitores não sabe sobre a Operação Ptolomeu.
Há pesquisas que comprovam o que falo.
Tanto do lado governista quanto de opositores.
A Operação Ptolomeu é aquela que tachou o governador Gladson Cameli como o regente e organizador de uma organização criminosa que, supostamente, desviou oitocentos e vinte oito milhões do erário.
Antes que venha processo, deixo claro que foram onze ministros do STJ que disseram isso.
Que imputaram a pecha criminosa ao governador.
De forma inédita na história do Acre, agentes da Polícia Federal fizeram busca e apreensão na casa de um governador e no Palácio Rio Branco.
A Polícia Federal também fez busca e apreensão na casa dos pais do governador, em Manaus.
Logo se vê que não se trata de coisa simples.
Em parte, o desconhecimento da operação é compreensivo.
A imprensa acreana praticamente se calou pelo reais motivos ou por motivos em reias.
Este Espinhoso aqui e o jornalista Fábio Pontes montaram trincheira e conseguiram despertar o interesse da imprensa nacional para um assunto tão cabeludo.
Mesmo assim, as pesquisas apontam para o desconhecimento.
E, se depender do governador, o assunto permanecerá sob o tapete.
Advogados estão a postos para tirar do ar todo e qualquer tipo de publicação que fale sobre a Ptolomeu.
Um assunto como esse não pode deixar de ser abordado na campanha.
Os opositores não têm o direito de se omitir a cobrar uma postura de Gladson Cameli.
Gladson Cameli, por sua vez, tem o dever de mostrar a sua inocência, a sua honestidade.
A população está sujeita a reeleger alguém que pode sofrer sanções da justiça.
Tenho informações de que muitas suspeitas se encaminharam para provas concretas.
O que está faltando para o Judiciário Brasileiro decidir?
Essa é a questão.
Depois desse vídeo, vou esperar a intimação.
Ptolomeu é tema proibido.
Vida que segue.
Fui.
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.

