Esta semana começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.
Grande expectativa no meio político.
Alguns milhares de reais serão gastos para os marqueteiros venderem os seus produtos.
Sim, o candidato é um produtos.
Só que é um produto que promete transformar as nossas vidas em paraíso.
Mas será que o eleitor é influenciado pelos programas eleitorais?
Na minha opinião, não!
E na sua?
Segundo o sociólogo Marcos Coimbra, esse tipo de programa perdeu a razão de ser.
Conheci pessoal o sociólogo.
É uma mente brilhante.
Conhece bem sobre o que fala.
Teremos trinta dias de programa eleitoral.
É inconteste que não há tempo para os candidatos apresentarem os seus planos de governo.
As pessoas chegarão no dia dois de outubro sabendo sobre os candidatos o que sabem hoje.
O mesmo raciocínio serve para os debates.
Ninguém decide voto pelo o que vê no debates.
O modelo empastelado limita o poder de persuasão dos candidatos.
Quem assiste a programas eleitorais e a debates são somente as pessoas que gostam e acompanham a política.
Muito provavelmente já têm os seus candidatos definidos.
A maioria das pessoas não está nem aí.
O sistema politico brasileiro apostou na desinformação.
É triste, mas é verdade.
Infelizmente, a eleição será definida no submundo das redes sociais.
Tanto lá quanto cá.
As redes estão cheias de ataques ofensivos a candidatos que são ameaças aos detentores do poder.
E os ataques tendem a aumentar, na medida em que o dia da eleição for se aproximando.
É guerra.
Falando em guerra, é errado desconsiderar o poder das organizações criminosas nesse processo.
Essas organizações ditam as regras nos bairros há muito tempo.
E tem muitos candidatos mancomunados com os líderes criminosos.
Aqueles que posam de bons moços, que dizem não precisar da política e nem roubar porque são ricos, são os mais perigosos.
O Acre vai ver um derrame de dinheiro para comprar a eleição.
Triste é sabe que a Justiça Eleitoral não tem força para brecar a escancarada compra de votos.
Programa eleitoral e debate não mudam voto.
O que muda e compra é o dinheiro.
Finalizo com a frase de Marcos Coimbra.
“Esquece esse negócio de horário eleitoral e debate, para mim não vai fazer diferença.
É não é porque em si seja uma coisa inútil. É porque eles foram transformados em coisas inúteis”.
Vida que segue.
Fui.
Um forte abraço e um cheiro do Rosas.

