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Zen defende recomposição do orçamento acreano e repudia assassinato de petista em Foz do Iguaçu

O deputado estadual Daniel Zen (PT-AC) defendeu, nas sessões desta terça (12) e quarta-feira (13), na ALEAC, a recomposição do Orçamento Geral do Estado em áreas sensíveis do governo: “Recebemos aqui os representantes do Executivo, do Judiciário, do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Defensoria Pública, para uma audiência em que debatemos a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO. Foi a oportunidade correta para discutirmos os percentuais dos recursos que vão para cada um dos Poderes e Instituições Autônomas. Mas, é necessário aprofundar esse debate quando formos discutir a Lei Orçamentária Anual, a LOA”, afirmou Zen.

O Parlamentar de oposição prosseguiu: “É no debate da LOA que vamos conseguir promover os reparos necessários no orçamento de áreas do governo que têm passado por dificuldades. Temos que prosseguir com a recomposição do orçamento da Cultura, do Esporte e da Produção, mas também na questão do combate ao feminicídio, na saúde da mulher e também na saúde mental, outra área tão sofrida da saúde pública de nosso Estado.”

O deputado também repudiou o assassinato do tesoureiro do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores em Foz do Iguaçu-PR, Marcelo Arruda, ocorrido no sábado (09), em sua própria festa de aniversário, que tinha como tema Lula e o PT, por um militante bolsonarista: “Quero aqui lamentar, profundamente, o assassinato do companheiro Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu-PR. Não é a polarização política que mata. PT e PSDB, esquerda e direita polarizaram a política durante mais de duas décadas no Brasil, mas sempre dentro do campo democrático. Quem mata é o ódio, a intolerância e a violência. E isso, quem pratica, são os adeptos fanáticos do bolsonarismo radical e extremista.”

Daniel Zen assinalou que “o bolsonarismo não respeita as diferenças e nem tolera as divergências políticas. Nasceu e cresceu como efeito colateral do lavajatismo e se sustenta na relação incestuosa da Família Bolsonaro com as milícias; com o garimpo e a extração ilegal de madeira; com o narcotráfico internacional; com as fake-news e as teorias da conspiração; com o orçamento secreto, comandado pelo Centrão; e com o poder do dinheiro de umas poucas dúzias de membros dos baronatos do agro, dos setores financeiro, imobiliário, comercial, industrial e das comunicações desse pais.”

Para Zen, “a maioria dos bolsonaristas que dizem respeitar a Deus, a Pátria e a Família o fazem apenas da boca pra fora. Na realidade, praticam o farisaísmo, um patriotismo de fachada e disfarçam suas vidas desregradas com um falso moralismo. Cheios de si e repletos de certezas, se acham superiores aos outros; se ofendem quando vêem os mais humildes tendo acesso aos mesmos bens de consumo, serviços e espaços físicos que eles; e reagem de forma violenta quando são contrariados. Essa gente tem em suas mãos o sangue de Mariele Franco, de Moa do Katendê, de Genivaldo Santos, de Bruno Pereira, de Dom Phillips, de Marcelo Arruda e de tantos outros, mortos apenas por conta de suas convicções políticas ou condição social. Isso tem que parar: a gente precisa de paz, de amor, de tolerância e de democracia”, finalizou o deputado.

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