Há pouco dias, o governo do Estado fez um carnaval fora de época para anunciar um mutirão de cirurgias eletivas represadas há mais de dois anos,
O objetivo, segundo amplamente divulgado na imprensa, era realizar cinco mil procedimentos cirúrgicos.
Na solenidade lançamento, como de praxe, o governador Gladson Cameli até se prestou ao papel de fazer dancinha.
“Hoje estamos dando reinicio a um dos projetos mais importantes da nossa gestão na área de saúde”, disse o governador.
Segundo o que foi divulgado, o governo pretende investir R$ 25 milhões para a realização de cirurgia-geral, vascular, urologia, ginecologia, cabeça e pescoço, otorrinolaringologia, mastologia e pediatria.
Os recursos são provenientes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na ordem de R$ 15 milhões, e de emenda do senador Marcio Shape Bittar, os outros R$ 10 milhões.
A solenidade foi realizada no dia 17 de maio.
Em menos de um mês veio a notícia ruim.
As cirurgias pediátricas e da demanda reprimida de Sena Madureira foram suspensas no Centro Cirúrgico da Fundhacre.
A justificativa para a suspensão é que houve a diminuição da demanda por meio do Mutirão Opera Acre.
Ocorre que a própria programada oficial veiculada na mídia local diz que pouca mais de mil cirurgias foram realizadas.
Documento oficial obtido pelo Portal explica que um dos motivos também foi o aumento expressivo no consumo de insumos e medicamentos.
O pior: no momento em que o Acre convive com um crescente número de mortes de crianças, foram suspensas as cirurgias pediátricas.
Procurado pelo Portal, o diretor-presidente da Fundhacre, João Paulo Silva, disse desconhecer a decisão.
“Não recebemos nenhum documento da Secretaria de Saúde informando sobre a suspensão de procedimentos. Os mapas seguem normais”, disse diretor.
O Portal tem o documento.
