No dia 17 de dezembro do ano passado, Gladson Cameli parecia ainda grogue do que tinha acontecido no dia anterior, quando ele recebeu a “visita” dos agentes da Polícia Federal.
Cameli era o principal alvo da Operação Ptolomeu, que investiga o desvio de R$ 828 milhões dos cofres públicos.
Foi assim, grogue que o governador do Acre disse que tinha o conhecimento prévio da operação.
Disse também que “quem deve, teme”.
Veja o vídeo abaixo:
Passados mais de três meses, parece que o moço dançarino permanece tonto pelo golpe recebido.
Hoje, pela primeira vez, ele admitiu que pode ser impedido de concorrer à reeleição.
Leia a frase dele: “Agora, o que precisamos ter é bastante cuidado. Temos discutido continuamente as questões jurídicas que envolvem esse processo. Não vamos para a disputa para ganhar e não levar”.
“Esse processo” é o que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a responsabilidade da ministra Nancy Andrighi.
Quem conhece os autos, sabe que a situação de Cameli é delicada.
É tão delicada, que ele autorizou aos seus advogados utilizarem o seu filho, de apenas seis anos, como escudo para tentar anular às investigações.
Gladson Cameli, mesmo admitindo que a Justiça pode lhe tirar do páreo, não perde nem a pose e muito menos a arrogância.
Declarou que o senador do shape Marcio Bittar, aquele moralista que gosta de trocar mensagens calientes com meninas de programa, será o seu sucessor.
Há coisas a serem consideradas nas declarações.
A principal é que os dois precisam combinar com os eleitores.
Outra é que não descartem a possibilidade de Cameli não concorrer à reeleição e levar o mandato até o fim.
Tudo vai depender da canetada da ministra Andrighi.
As declarações vieram a público no site cuja proprietária é assessora de Marcio Bittar.
Nada é por acaso.

