É difícil ou quase impossível acreditar na palavra dele.
O histórico de usar a patranha como argumento depõe contra aquilo que ele promete.
Desde que tomou posse, o moço resolveu agir como um estroinas, de forma sempre desajuizada.
Mas, no fim de semana, Gladson Cameli (Progressistas) admitiu, pela primeira vez, que pode desistir de concorrer à reeleição.
Cameli também pediu paciência aos servidores públicos quanto ao reajuste salarial.
Frase dele: “Não se deixem levar pelo ano político”.
Vamos recapitular.
Quem prometeu que iria anunciar o reajuste dos servidores há mais de duas semanas foi o próprio governador.
Para não dizerem que este Portal está inventando coisas, veja o vídeo abaixo:
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O problema maior é que o governador, levado pelo calendário eleitoral, prometeu o que não pode entregar.
O governo do Acre tem limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Um detalhado artigo escrito pelo professor Orlando Sabino mostra a situação fiscal do Estado. Leia aqui.
Gladson Cameli não vive os seus melhores dias.
Dorme e acorda pensando no que pode vir de Brasília.
Ele foi acusado pela Polícia Federal de ser o chefe de uma organização criminosa que supostamente desviou mais de R$ 800 milhões dos cofres públicos.
As evidências contra ele no inquérito são gigantes.
A pressão do funcionalismo também é “medonha”.
Por isso ele deve ter dado essa declaração: “Não vou usar as eleições para dar esse aumento. Se preciso for, eu não sou candidato”.
Cameli também foi ao passado para se explicar: “Teve um governador que deu aumento abusivo e comprometeu a folha de pagamento”.
Na verdade foram dois.
Um dele foi o seu tio Orleir Cameli, que deixou o funcionalismo com quatro meses de salários atrasados.
O verdadeiro motivo para Cameli não concorrer pode ser a decisão da ministra do Superior Tribunal de Justiça Nancy Andrighi.

