Denúncias do uso mau uso de dinheiro público na realização de trabalhos feitos em ramais não são novas.
Os fatos, com vasta documentação, chegaram ao Ministério Público Estadual e à polícia, sem que tenha sido dada resposta aos denunciantes e à sociedade.
Este Portal recebeu mais um documento que pode tirar os investigadores da inércia, a fim de penalizar a quem age de forma a não cuidar bem do erário.
No último dia 12 de novembro, três fiscais do Deracre enviaram relatório à diretora de Expansão e Planejamento do órgão, Maria do Perpétuo Socorro Messias de Melo, sugerindo que a empresa Seta Serviços Técnicos de Agrimensura devolva ao erário o valor de R$ 423 mil.
Com sede na cidade de Criciúma (SC), a empresa apontou a seta para o Acre sabe-se lá como.
Ganhou para executar obras nos ramais do Paulista e Adolar, bem como no Porto do Caeté, em Sena Madureira.
Os fiscais apuraram que houve superfaturamento nos preços praticados, o que obrigou as partes a fazerem um termo aditivo, reduzindo os custos substancialmente, conforme pode ser constatado no relatório abaixo:
Esse é apenas um dos muitos certames que devem ser investigados.
O diretor-presidente do Deracre, Petrônio Antunes, vem se movimentando mais politicamente do que tecnicamente. Também é proprietário de empresa de engenharia.
Segundo fonte, as relações de Antunes com as empresas extrapolam a institucionalidade.
Bom acompanhar se os recursos pagos realmente irão retornar aos cofres públicos.
Veja a denúncia contra Petrônio Antunes:

