Foi só um susto.
Os vereadores mandaram ao arquivo o pedido para abertura de processo de impeachament contra o prefeito de Rio Branco.
Deu a lógica.
É equivoco, porém, pensar que o velho Boca terá vida fácil a partir de agora.
A TV Espinhosa está no ar.
Com toda sinceridade, não havia justa causa abrir processo contra Bocalom.
Quem deveria ter se mancado e agido como amigo era o secretário de Saúde, Frank Lima.
Afastamento não é confissão de culpa.
É demonstração de que nada teme.
Tião Bocalom também não teve postura de líder.
Mereceu passar pelo perrengue.
Agora, depois do susto e a recomendação do Ministério Público Estadual, é bom o prefeito ter bom senso e afastar o seu amigo.
Acusação de assédio sexual sempre é muito grave.
A vitória na Câmara de Vereadores sugere que tudo foi fácil.
Não foi.
Houve um momento em que os parlamentares estavam divididos.
Foi quando entrou a tropa de choque para reverter a situação.
Vários telefonemas fitam trocados e muitas coisas prometidas.
Tião Bocalom terá que reforçar a tinta da caneta nos próximos dias.
Os parlamentares irão cobrar a fatura.
Esse pedido de impeachment serviu para o prefeito notar que precisa de uma base no Parlamento.
Não adianta tem arrogância demais, mesclada com diálogo de menos.
Nesse episódio até o líder oculto de Bocalom apareceu.
Trata-se do vereador Samir Bestene, que estava na moita até agora.
Conversei com um vereador.
Ele me disse:
– Demos um recado e um voto de confiança ao prefeito. Se ele voltar a vacilar, o jogo será mais duro.
Fica ligado, Bocalom!
Perceba que até o governador Gladson Cameli, que é do seu partido, ficou mudo.
Não deu um piu.
Diz para a tua turma pensar mais com a cabeça de cima e controla o afrodisíaco que emana do poder.
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Essa vai doer.
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Já pensou os alunos voltarem às aulas sem ter merenda escolar?
A crise é grande na Secretaria de Estado de Educação e Esporte.
Há muita tensão.
Sem merenda, não há como ter aula.
Se o governador Gladson Cameli pretende ser reeleito contando com os votos obtidos pelos seus representantes na Educação, é bom ir tirando o equino da precipitação pluviométrica.
Ou melhor dizendo: tirar o cavalo da chuva.
A insatisfação é gigante.
Os funcionários esperam ensinar o beabá na hora que forem às urnas.
Há uma fome grande de dar o troco.
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Fui!!!
Vida que segue.
Se quiser, e puder colaborar, veja a chave pix no final do vídeo.
Tchau e forte abraço com o cheiro do Rosas.
