O Projeto de Lei que institui o Cartão do Bem nem foi aprovado pela Assembleia Legislativa, mas o governo Gladson Cameli já sabe qual será a empresa responsável por administrar o R$ 9 milhões que serão investidos pela administração estadual.
Sem muito alarde, como se agisse na surdina, em novembro do ano passado, a Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) realizou pregão eletrônico para contratação de empresa especializada na administração, gerenciamento e fornecimento de cartões magnéticos com chip de identificação para execução do auxílio emergiencial para famílias em vulnerabilidade social, decorrente da Covid-19.
Por meio do programa, o governo pretende dá R$ 150 à famílias carentes.
Ocorre que o carro foi colocado adiante dos bois.
A vencedora do pregão eletrônico foi a Berlin Finance Meios de Pagamento, com sede em Campinas (SP).
Microempresa, a Berlin Finance tem capital social de R$ 4,5 milhões.
Atento ao projeto, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) disse que o cartão precisa ser realmente do bem, ou seja: chegar nas famílias pobres.
“Não pode ser um negócio para uns, e deixar de chegar ao mais pobres pelo impedimentos proposto na própria lei. Por isso queremos alterar o projeto. Os R$ 150,00 devem ser reforço aos programas para quem ganha pouco”.

