Pagamento foi realizado sete dia após Gladson Cameli ter feito a nomeação
Na administração pública não é apenas o aspecto legal que vale.
Também é fundamental o componente moral.
Pelas bandas do Departamento de Agua e Saneamento do Acre (Depasa) ocorreu um fato que pode até estar amparado na legalidade, mas esbarra na moralidade.
No dia 20 de março, o governador Gladson Cameli exonerou o pré-candidato a prefeito de Sena Madureira Zenil Chaves da presidência da autarquia.
Para o lugar de Zenil, Gladson nomeou ou engenheiro Sebastião Fonseca, presidente do Sindicato dos Engenheiros, que lhe apoiou na campanha.
Fonseca também tem proximidade com o senador Marcio Bittar, o “dono” do Depasa no fatiamento de feudos na administração estadual.
Antes de nomear, porém, o governador esqueceu-se de verificar que Fonseca tem interesses empresarias e que esses interesses estão diretamente ligados ao Depasa.
Os interesses empresariais estão exatamente na empresa Bucar Engenharia e Metrologia Eirelli.
A Bucar tem como sócia a senhora Delba Nunes Bucar.
A senhora Delba Nunes Bucar é esposa do engenheiro Sebastião Fonseca.
O endereço eletrônico da empresa no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica é o filho do presidente do Depasa Sebastião Fonseca Júnior – tiaojunior_mecatronica@hotmail.com.
A empresa Bucar também tem contrato com o Depasa.
No dia 27 de março, sete dias depois da nomeação de Sebastião Fonseca, a Bucar recebeu R$ 561.853,06, referente ao reajuste da primeira parcela da sexta medição do contrato que a Bucar tem com o Depasa.
A comprovação do recebimento está no Portal de Transparência do governo para quem quiser ver.
O valor salta aos olhos e merece ser mais bem explicado.
No mesmo mês de março, antes da posse de Fonseca, a Bucar recebeu dois valores bem menores. Um de R$ 39.920,70 e outro de apenas R$ 604,95.
Como dito antes, o pagamento pode até ser legal.
Mas como fica a questão moral, governador?

