O agente penitenciário Marcelo Gomes, que morreu hoje com um tiro de espingarda 12 quando estava de plantão na penitenciária Francisco de Oliveira Conde, não tinha condições de trabalho.

Gomes estava sob tratamento psicológico para se livrar de problemas de dependência química.

Essa foi a informação obtida pelo Portal, por meio de diversas mensagens e áudios enviadas por membros de grupos de WhatsApp de agentes penitenciários.

Temendo represália da direção do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), um dos agentes pediu sigilo, escreveu: “Esse combatente que se matou fazia tratamento psicológico e, mesmo assim, foi transferido da UP 4 para a FOC, posto na linha de confronto direto. Pouco é feito por nossos gestores com relação à nossa profissão”.

Segundo os colegas de Gomes, há outros agentes em situação semelhante, sem receber assistência da direção, a qual acusam de perseguição.

“ Ele tinha problemas com álcool e droga”, revelou um agente.

Dentro dos grupos de agentes, há consenso de que sistema penitenciário vive um caos e que a direção tem responsabilidade sobre a morte.

“O colega passava por problemas psicológicos, estava fazendo tratamento, estava com depressão e nosso gestor, mesmo assim, colocou o cara na linha de frente, quando deveria estar alocado em um setor tranqüilo sem estresse”.

Para os agentes, Marcelo Gomes deveria permanecer lotado na UP 4, antiga Papudinha, “mas as perseguições contra servidores estão muito mais sérias do que imaginamos”

A direção do Iapen emitiu nota dizendo que todas as medidas cabíveis serão adotadas.

O clima é tenso.

Os agentes também afirmam que os dirigentes do sistema não deveriam estar nos cargos, pois não preenchem os requisitos exigidos pela Lei de Execuções Penais.

Todos foram indicado pelo major vice.