Vereadores de Rio Branco farão sessões remotas, enquanto prefeito defende o retorno da aulas presenciais

Para a turma que está aboletada no poder, o pau que dá em Chico nem sempre atinge o Francisco.

Eles não falam a mesma língua, apesar de terem sentimentos negacionistas muito parecidos.

Defensor da estapafúrdia politica de “contaminar para imunizar”, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP), parece decidido a determinar o inicio do ano letivo na rede municipal de ensino com aulas presenciais.

Bocalom é aliado de primeira hora do presidente da República, Jair Bolsonaro. Ele, ao contrário do governador Gladson Cameli, não esconde isso.

Se o prefeito pretende mandar os estudantes, professores e demais trabalhadores em Educação correr o risco de contrair a Covid-19, o mesmo não se pode dizer na Câmara de Vereadores.

Presidida pelo também bolsonarista N. Lima (PP), a casa legislativa não terá sessão presencial.

Leia a declaração do vereador: “A Câmara sempre se posicionou nas ações de combate à Covid19, aprovando leis para garantir o cuidado com a saúde da população rio-branquense, por isso para segurança de todos e até que seja concluído o plano de imunização do estado e município, optamos por permanecer com os trabalhos de forma remota, seguindo as orientações do Pacto Acre sem Covid” .

Ora, os nobres vereadores irão ficar protegidos, enquanto os demais mortais correrão o risco?

Atitude nobre os vereadores seria pressionar o prefeito para que haja com bom senso, a fim de respeitar e preservar vida.

Seria o mínimo.

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