Uma bolacha, 10 bolos e falta de vergonha na cara de quem gosta de saborear benesses do poder

Por Leonildo Rosas

Tem pessoas e famílias que se especializaram em bajular quem está no poder.

É uma espécie de gente que se acostumou a orbitar em torno do satélite governamental.

São capazes de tudo para conseguir um biscoito, uma bolacha, uma migalha sequer do poderoso do momento.

Muitas vezes comedidos, pedindo favores nos bastidores, esses cidadãos, às vezes, são obrigados a mostrar a cara.

Foi o que aconteceu hoje durante a inauguração do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco.

Durante anos, a família Felício foi beneficiada, inclusive com lei, pelos governos da Frente Popular.

Recebeu as mais diversas homenagens, justas como a Escola de Gastronomia, batizada com o nome da matriarca da família.

Um deles, o mais esperto José Luiz, era frequentador assíduo de gabinetes fazendo pedidos nem sempre republicanos e por isso não era atendido em várias ocasiões.

Mas foi muito beneficiado pela opção que os governos do PT fizeram de valorizar a indústria local.

José Luiz e família hoje resolveram cuspir na história, nas relações construídas e em todo o respeito que receberam.

O Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Acre (Sindpan) resolveu apresentar 10 bolos durante a inauguração do hospital.

Os bolos seriam pelos 10 anos da obra.

O Sindpan é presidido por Abrahão Felício, irmão de José Luiz.

No meio empresarial, porém, é sabido que quem manda no Sindicato é José Luiz.

O empresário, aliás, já foi denunciado por supostamente usar trabalhadores em regime de escravidão.

Com os bolos, quem sabe, os Felício esperam garantir a venda de bolacha para a merenda escolar ou, quem sabe, o aluguel do antigo Mira Shopping.

A aproximação de José Luiz e o seu irmão com o governo se deu durante as eleições para a direção da Federação das Indústrias do Acre.

Os dois apoiaram Francisco Salomão, o candidato de Gladson Cameli, mas viram José Adriano ser reeleito.

Sempre acho que a verdadeira face do covarde é a nuca. É quando ele vira as costas com medo de enfrentar o seu oponente.

Resta acompanhar o Diário Oficial para saber a bolacha que será mais vendida, se Miragina ou Papaguara.

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