TV Espinhosa – Secretário de Saúde fala em vacinação a partir da 2ª quinzena de janeiro. Quem acredita?

Olá, meu amigo!

Olá, minha amiga!

Venho neste primeiro vídeo do ano novo falar sobre algo do ano velho: a Covid-19.

No dia em que ultrapassamos oitocentos mortos pelo vírus, somente aqui no Acre, li um entrevista do secretário de Estado de Saúde, que, em vez de tranquilizar, me deixou preocupado.

Na entrevista, o secretário declarou que o governo do Estado recebeu a doação de duzentas mil doses da vacina do governo federal, por meio do Ministério da Saúde.

Vou ler a declaração dele:

– De início, eram 136 mil doses, mas, conseguimos do Ministério da Saúde 200 mil doses. Nossa intenção é adquirir 700 mil doses do imunizante.

Seria tão bom se fosse verdade.

Só que parece algo irreal.

Se o entrevistador tivesse sido eu, a minha pergunta seria essa:

Secretário, como é que o Ministério da Saúde fez a doação das duzentas mil doses, se o governo federal não comprou nada ainda, nenhuma dose?

Se o presidente da República declarou que não há pressa e que os laboratórios é que devem procurar o Brasil para vender as vacinas?

E o Brasil chegou à duzentas mil morte…

Como o secretario fala em iniciar a vacinação na segunda quinzena de janeiro, se nem seringa e agulha o país dispõe suficientemente para fazer uma vacinação em massa?

Está havendo um descompasso entre a realidade e a ficção.

Não faz muito tempo que o próprio governador Gladson Cameli foi a São Paulo, se reuniu com o governador João Dória, e demonstrou interesse em adquirir a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan com a chinesa Sinovac.

Gladson até falou na aquisição das setecentas mil doses da vacina, mas as coisas não são bem assim.

João Dória declarou que o governo paulista irá disponibilizar apenas quatro milhões de doses para os estados que manifestaram interesses na compra da vacina.

O Acre, mesmo tendo os cento e treze milhões de reais disponíveis, não irá conseguir fazer a aquisição do que pretende.

Penso que esse assunto deveria ser tratado com mais seriedade.

Que o governo federal deveria coordenar a vacinação da população. Só que o presidente demonstra, a cada dia, que está ao lado do vírus.

Tristemente, o Brasil segue na contramão dos demais países, que iniciaram a vacinação.

Países que têm líderes à frente do governo.

Aqui no Acre, mesmo que o governo tenha todo interesse do mundo, a vacinação não chegará na rapidez que desejamos.

Essa é a verdade.

Mas, se a vacinação não vem, não podemos achar normal as aglomerações em espaço públicos.

Considerar que o vírus é apenas um gripezinha e que ficou no ano passado.

Ainda teremos que conviver por muito tempo com o medo de morrermos ou de perdemos a quem gostamos.

Por isso, enquanto não podemos nos vacinar, o negócio é não vacilar.

O governo tem que fazer a sua parte, assim como a população a sua.

Se cada um agir conforme o protocolo, os hospitais ficarão menos lotados e menos vidas serão perdidas.

No meu caso, o meu principal propósito de 2021 é chegar vivo e saudável em 2022.

E não esqueçamos de uma coisa: o prefeito que assumiu os destinos de Rio Branco é defensor da teoria de que é preciso contaminar para imunizar.

É um negacionista clássico e ignorante.

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Fui.


Forte abraço.

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