TV Espinhosa: Um novo governo para um governador que não sabe governar

“A partir de 1ºde janeiro começa um novo governo. O povo me elegeu para trabalhar. E não é um trabalho individual, tem que ser com todos os secretários e aliados políticos”.

Essa frase foi dita pelo governador Gladson Cameli, que está na metade do mandato falando em novo governo.

Seria normal de se ele tivesse dito isso no fim de 2018.

Mas, desde a eleição de 2018, já se passaram dois anos.

A posse dentro de três dias não será do rapaz.

Quem tomará posse serão os prefeitos eleitos nas eleições deste ano.

Mesmo assim, Gladson Cameli teve a cara de pau de declarar que iniciará um novo governo.

Quando fala uma coisa dessa, ele mesmo admite que não governou nos últimos setecentos e trinta dias.

Deveria devolver os dois anos de salário, os milhares de reais conseguidos com diárias e todos os outros benefícios inerentes à função que exerce.

Afinal, ele vive dizendo que não precisa de política.
Continuo dizendo que é a boa política que não precisa de pessoas iguais a ele.

Sigamos.

No primeiro ano, Cameli passou nomeando, demitindo, viajando e colocando a culpa no governo anterior.

Não fez nada.

Neste segundo ano, não foi diferente.

Ele passou demitindo, exonerando, viajando, gerando crise, fazendo campanha eleitoral e gastando a rodo o dinheiro público.

Quando fala a jornalistas aliados, Gladson Cameli se esquece que fora eleito com o discurso de mudança, mas mudou para pior.

Sob o seu comando, o Acre está navegando à deriva, falta líder e liderança.

Não há um segmento que tenha experimentado melhorar.
O que há é um obsequioso silêncio daqueles que deveriam bradar contra o desgoverno.

Contando com a cumplicidade dos silencioso, faltando dois anos para encerrar mandato que não começou, o governador sem palavra fala em recompor a sua esfacelada base.

Declara abertamente que é candidato a reeleição.
O cara que diz não precisar da política só pensa em política.

É esse cara que diz não precisar da política que adianta os processos.

É a pessoa que pretende conversar com o morubixaba Flaviano Melo para colocar o MDB no centro do governo.

Há um problema, Flaviano não é neófito na politica.

Quando o atual governador era criança, o cacique do MDB acreditou na palavra de outro Cameli governador e se deu mal.

Não irá acreditar tão facilmente numa pessoa que não sustenta em pé o que diz sentado.

A previsão para Gladson Cameli é sombria.
Essa base que ele pretende recompor está de olhos nos cenários possíveis.

Ao contrário do que aconteceu em 2018, ele não é mais o único disponível e com coragem para enfrentar a disputa ao governo.

A fraqueza de Cameli alimentou a coragem daqueles que ainda se dizem aliados.

Dois anos foram suficientes para eviscerar o conflito de interesses dentro do governo, a ponto de o governador dizer que o vice-governador está fora do governo.

Não é bem assim.

Wherles Rocha está dentro do governo sim, ele foi eleito para ficar onde está.

O problema é que Rocha foi o responsável pelas principais denúncias de corrupção no governo Cameli.

Rocha pode ter inúmeros defeitos, mas não errou nas denúncias.

Não há como negar que o governo realmente está minado pelos corruptos e corruptores.

O que falta são os órgãos de controle saírem da inércia e agirem com o devido rigor.

Esperamos que façam isso no novo ano e no novo governo, com cara de velho, anunciado por Gladson Cameli.

Feliz 2021, amigos e amigas!
Que tudo se realize e que a vacina chegue para a alegria geral da nação.
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Fui
Forte abraço.

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