TV Espinhosa – Sobre lorota de um milhão de vacina, colapso na Saúde e fechamento de fronteiras

Já pensou se Rondônia resolve impedir a passagem de caminhões e carretas para o Acre?

Olá!

Vamos espinhar?

Meu amigo, minha amiga, vou fazer uma pergunta:

Em algum momento você acreditou na história de que o governador iria a São Paulo comprar um milhão de doses de vacina contra a Covid-19?

Na minha opinião, acreditar nisso é ser das duas, uma: ingênuo ou crédulo ao extremo.

Eu nunca acreditei.
E não é só porque a palavra do governador, para mim, tem o mesmo valor de um risco na água.

A minha incredulidade deve-se ao fato do óbvio: não tem vacina para vender avulso.
Essa informação está em todos os lugares.

Comprar uma vacina desejada pelo mundo todo não é como chegar na prateleira de um supermercado, pegar algumas garrafas da cerveja Devassa, pôs no carrinho, passar no caixa, pagar e ir embora encher a cara de uma bebida de qualidade duvidosa.

Tem um cidadão que, segundo amigos, só toma Devassa.

Há critérios demais e vacina de menos no mundo.
No Brasil não é diferente.

O fato é que Gladson Cameli foi a São Paulo dar uma volta na pauliceia desvairada e retornou de mãos vazias.

Aproveitou para posar para a fotografia e fazer um vídeo com o governador João Dória, que jogou uma pá de cal na estapafúrdia lorota da compra de um milhão de vacina.

Palavras de Dória:

  • Espero que através do Sistema Único de Saúde rapidamente possa chegar até ao Estado do Acre.

Dória se refere a um novo lote de vacinas que deverá ser distribuído pelo governo federal no início de fevereiro.

O governador paulista também deixou claro que o Ministério da Saúde é quem fará a distribuição.

Gladson gosta de dá uma no cravo e outro na ferradura.

Temendo represália de Jair Bolsonaro, desafeto do governador paulista, o rapaz foi à sua conta no Twitter se justificar.

Postagens de Cameli.

Na primeira ele diz:

  • Não aguento mais ver tantas famílias sofrendo por causa do coronavírus. Por isso estou em busca do apoio do governo de São Paulo.

Na segunda se justifica:

  • Não podemos deixar de enfatizar o apoio que estamos recebendo do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde. Mas, como governador e responsável por quase um milhão de habitantes, preciso buscar alternativas para imunizar todo o nosso povo o quanto antes.

Sabido esse menino.
Quer agradar a dois senhores ao mesmo tempo e sair ileso do tiroteio.

Não custa lembrar que Gladson Cameli saiu do Acre dizendo que faria duas coisas: comprar um milhão de doses de vacinas e pedir o fechamento das fronteiras e divisas do Acre.

Não conseguiu nem uma coisa nem outra.

Sobre o fechamento das fronteiras ele sequer foi recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

O máximo que conseguiu foi uma ligação telefônica.

Se fosse mais bem orientado e não gostasse tanto de bravatas, o governador nem precisaria sair de Rio Branco.

Em janeiro deste ano, os ministros da Saúde, Casa Civil e da Justiça e Segurança Pública publicaram portaria determinando a proibição de acesso de estrangeiros no país.

Bastava Cameli ter lido para não passar vexame.
O problema é que o governo federal não pôs o que está no papel na prática.

Quanto ao fechamento das divisas com os Estados de Rondônia e o Amazonas, o próprio governador pode tomar essa medidas.

Não precisa de aval nenhum do ministro da Relações Exteriores, haja vista que as relações são internas.

Agora, penso que fechar as porteiras para Rondônia e o Amazonas é um tiro no pé, sem contar que é desumano.

Historicamente, o Acre sempre recebeu pacientes dos municípios desses estados.

Privá-los disso agora é condená-los à morte, sem atendimento digno de Saúde.

Você já pensou se, em represália, o governo de Rondônia resolve proibir os acessos das carretas e caminhões que passam pelo Estado para abastecer o Acre?

Melhor nem pensar.

Gladson Cameli quer justificar o fechamento das fronteiras e divisas com o seguinte argumento:

  • Infelizmente, os nossos vizinhos estão passando por momentos difíceis e estamos fazendo tudo que é possível para evitar que isso também aconteça no Acre.

Conversa para boi dormir, para escamotear a verdade.

Não são apenas os vizinhos que passam por momentos difíceis.

A hora da verdade chegou e não há como esconder.

O caos se instalou também no Acre, onde os leitos de UTI para atendimento a pacientes com Covid estão todos cheios.

Há muita gente morrendo sem o devido atendimento.
Pena que parte da imprensa e órgãos que deveriam fiscalizar estão se comportando como cúmplices de uma tragédia anunciada.

Durante quase um ano, o governador encontrou na Covid a sua melhor aliada.

Chegou o momento de mostrar que realmente se preparou para que o Acre não se torne igual ou pior que os estados vizinhos.

É imprescindível que o governador pare de jogar para a plateia e revele a sua competência para liderar.

Finalizo lendo um texto publicado no Twitter pelo médico Thor Dantas:

  • Tempos difíceis, meu Deus! Se as trincheiras no front falassem…

Há momento para tudo.

Vai chegar o tempo de as trincheiras no front falarem, doutor!.

Será quando iremos constatar que o vírus da mentira, num momento desses, é tão mortal quanto a Covid-19.

Que venha a vacina!

Vamos nos proteger como podemos.
Dias mais difíceis ainda estão por vir.

Vida que segue.

Gosto desta TV Espinhosa?

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Se não gostou, compartilhe também até para falar mal.

Tchau!

Forte abraço e até a próxima.

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