TV ESPINHOSA – Sobre 7 de setembro, patriotismo e golpe

Independência ou…

Não, não é morte.

É sorte.

Sorte de não te sido uma das quase seiscentas mil vitimas da pandemia.

Sorte de ainda ter um emprego.

De poder comprar gás, gasolina e carne.

Sorte de está vivo

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São poucos, mas vi alguns carros ornados com a bandeira nacional.

Quanto patriotismo.

Quando vejo isso, aproveito para comemorar o quanto é boa a democracia.

Embora lamente que ainda exista gente disposta a defender o mais cruel e incompetente governo da história do país.

É a vida .

É a democracia.

A TV Espinhosa está no ar.

Quando eu era jovem, uma das coisas que mais me irritava era ter que desfilar no sete setembro.

A gente era obrigado a desfilar sob um sol abrasador para não ser penalizado na escola.

E o que é pior: tínhamos que a marchar como se fossemos militar.

Vivíamos tempo de ditadura que durou mais de duas décadas.

Felizmente, depois de muita luta, veio a democracia.

Essa obrigatoriedade virou coisa do passado.

Essas lembranças juvenis vieram em razão do muito que se tem falado sobre o sete de setembro deste ano.

De repente, acendeu uma chama de patriotismo exacerbado em parcela da população, insuflada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Convenhamos, o que menos há em toda história é motivação patriótica.

O que existe é uma motivação politica de perpetuação de poder.

Um motivação golpista.

O bolsonarismo é um corpo podre em espírito de porco.

É incompreensível que as pessoas não enxerguem que, a pretexto de defender a livre manifestação, estão indo às ruas defender o fechamento do Congresso Nacional e do STF.

Chega a ser bizarro os discursos em defesa da independência de quem defende atos institucionais como o AI5, que marca uma das passagens mais escuras da nossa história.

É lamentável constatar que há uma turba que considera normal propagar mentiras em redes sociais e fazer ameaças de morte a quem se posiciona contrário as suas ideais pouco inteligentes.

Se antes não gostava de desfilar no sete setembro, vou gostar menos ainda de ver a preparação para retornar ao passado de triste memória.

Vivemos no Brasil do Bolsonaro onde a miséria e o desemprego só aumentaram.

Um país achincalhado pelo mundo civilizado.

Um país onde o pobre tem que se submeter à fila do osso porque não pode comprar carne.

Um país que, a cada dia, se torna mais dependente porque regrediu em todos os segmentos.

Um país cuja uma única família constrói patrimônio vultoso às custas das rachadinhas.

Um país de milicianos protegidos por militares.

Há um golpe em marcha.

Golpe esse cuja a base está dentro de alguns templos religiosos e nos quarteis.

Mas, para que esse golpe obtenha sucesso, dependerá menos da coragem bolsonarista que da covardia dos democratas.

Vamos à luta todos os dias.

Não há como recuar.

Porque é loucura que homens maus não façam maldades.

E palavras são opiniões, não fatos.

Ação é a única verdade.

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Essa vai doer

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Essa camisa aqui é vermelha, mas não é de nenhum partido de esquerda.

É da seleção de Portugal.

Diante do que vejo, acho que não foi bom negócio o tal grito de independência ou morte.

Se Dom Pedro 1º não tivesse proclamando a independência do Brasil, além de sermos europeus, não teríamos Bolsonaro como presidente e nem Neymar como ídolo.

O ídolo do futebol seria Cristiano Ronaldo, o CR 7.

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Fui!!

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Vida que segue.

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Se puder e quiser colaborar, veja a chave pix no fim do vídeo.

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Tchau, forte abraço e um cheiro do Rosas.

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