TV Espinhosa – Sem comando, Acre segue à deriva comandado pela Covid-19 e o mosquito da dengue

Olá, meu amigo!
Olá, minha amiga!

Confesso que estou assustado com a quantidade de campanhas pedindo doação de sangue para pessoas acometidas por doenças.
Basta olhar as redes sociais para se assustar.

As redes sociais, além de servir para propagar ódio, se tornaram verdadeiros obituários.
É triste.

O sangue é vida.
Sem ele correndo nas nossas veias, a morte é certa.

Tantos pedidos buscam encontrar a esperança na solidariedade humana.

O pior é que os estoques dos Hemocentros estão praticamente zerados.
É fundamental o governo olhar para a situação e desenvolver campanhas que incentivem à doação.

Vivemos dias tenebrosos, muitas vidas estão sendo tiradas do nosso convívio prematuramente.

Os olhares e as atenções estão voltados para a pandemia da Covid-19.
Só que há outras doenças que matam.

Uma delas é a dengue.

Diversas pessoas que necessitam de doação de sangue foram picados pelo mosquito e sofrem as consequências provocadas pela dengue hemorrágica.

Vivemos uma situação caótica e pouco se fala sobre a situação.

O aumento dos casos atendidos em 2020, em relação a 2019, chegou a oitenta por cento.

Há uma epidemia de Dengue sobreposta à pandemia de Covid no Acre.
Não há como negar.

Pacientes “dengosos” estão internados em estado grave.
Temos mais uma bomba na saúde pública explodindo, com dificuldade extrema de ser revertida a curto prazo.

E o que têm feito as autoridades?
Praticamente nada.

Em nível estadual, o governo parece estático, focando apenas nas promessas da vacinação contra a Covid- 19.

Parece que a dengue é algo inexistente.

No âmbito municipal, a impressão que se tem é que o prefeito Tião Bocalom nem posse tomou.

Até agora, falou muito, mas fez pouco.

As ações de combate ao mosquito da dengue têm que ser coordenadas e articuladas.

É fundamental tratar um assunto grave como esse com seriedade, respeito e compromisso.

Enquanto o mosquito faz a festa, governo e a prefeitura se esqueceram de investir em campanhas educativas, por meio de matérias publicitários, que têm eficácia comprovada.

Investir em campanhas é apenas um item dos muitos a ser seguidos para preservar a saúde da população.

Esta semana, o governador Gladson Cameli e o prefeito Bocalom se reuniram. Bateram fotos e saíram do encontro fazendo juras de amor e parceria.

Não se tem notícias de quem tenham dado uma palavra sobre a epidemia de dengue.

Quem me contou foi um mosquito que rondou a sala.

O mosquito da competência e da solidariedade humana precisa picar essa dupla.

Sem ter feito nada para frear a epidemia de dengue, o governo agora fala em iniciar a vacinação contra Covid em março.

Seria tão bom se fosse verdade.

O que vemos em nível nacional é que o Brasil vai para o fim da fila na compra do medicamento.

O presidente da República, aliado do governador do Acre, trabalha a favor do vírus.

O Brasil não dispõe nem da seringa e tão pouco de agulha para fazer uma campanha nacional de vacinação.

Mas o Acre, um dos estados mais pobres do Brasil, anuncia que vai iniciar a vacinação em março.

Segundo matéria publicada em sites pagos pelo governo, o governo de Gladson Cameli conta com quatrocentos e sessenta mil doses, que serão enviadas pelo Ministério da Saúde.

Estão contando com o ovo antes dele sair do fiofó da galinha.

Esse mesmo Ministério da Saúde, que supostamente vai mandar as doses para o Acre, tenta, desesperadamente, comprar dois milhões de doses produzidas na Índia.

Será que o governo Bolsonaro irá mandar quase um quarto do imunizante para o Acre?

Não, claro que não!

É melhor contar outra história.

O governo do Acre também fala na compra de outras setecentas mil doses da vacina.

Ótima noticias, não é?

Mas ai cabe mais uma pergunta: vai comprar de quem?

O que vemos pelo mundo a fora é que não há tanta disponibilidade do imunizante para o governo acreano anunciar, de uma tacada, a compra de tantas doses.

Menos, gente, menos!

Tem muita fanfarronice nas palavras de quem deveria ser e parecer sério.

O governo do Acre, segundo o governador, dispõe de cento e treze milhões de reais para comprar o imunizante.

Se isso fosse verdade, ao preço de vinte e sete reais e noventa centavos, que é o quanto o governo federal vai pagar pela dose vacina indiana, Gladson Cameli poderia vacinar a população acreana mais de cinco vezes com tanta grana.

Mas o problema é outro e envolve a incompetência e má vontade do governo Jair Bolsonaro.

Também há a lei da oferta e da procura.
O governo pode até ter dinheiro para comprar e buscar, mas vai compra de quem e buscar onde?

Acho que devemos, neste momento continuar lutando para sobreviver em meio à epidemia da dengue e a pandemia da Covid-19.

Não será fácil.

Dois mil e vinte e um promete.

Que não nos falte saúde nem sangue para recebermos e doarmos.

E que os governantes comecem a mentir menos e falar mais a verdade.

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Fui
Forte abraço.

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