TV Espinhosa: Que venha a vacina chinesa…

Nem só criticas devemos viver.

É fundamental reconhecer acertos.

Afinal, eles têm sido poucos nos últimos dois anos.

Seria errado não reconhecer que o governador Gladson Cameli acertou em cheio quando foi a São Paulo conversar com o governador paulista João Dória em buscar da vacina contra a Covid-19.

A busca pela vacinação é o que deve mover a todos, principalmente às autoridade eleitas.

Gladson Cameli parece preocupado em encontrar uma solução.

É claro que essa vacinação não acontecerá imediatamente.

O governo paulista trava uma disputa ferrenha com o governo federal, que vem colocando todos os tipos de dificuldades para não aprovar a vacina chinesa do laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac, que vem sendo desenvolvida pelo tradicional e respeitado Instituto Butantan.

A CoronaVac é alvo de uma guerra política e ideológica por parte do governo Jair Bolsonaro. Não há como negar.

Ignorando a atitudes presidenciais, João Dória anunciou que pretende iniciar a vacinação no seu estado no dia 25 de janeiro, dia do aniversário de São Paulo.

Por outro lado, o governo de Jair Bolsonaro faz tudo para travar a iniciativa que salva vida.

Infelizmente, Jair Bolsonaro, por meio de seu general-ministro da Saúde, prefere manter o tema da imunização contra a Covid -19 no campo da disputa política.

E não é de hoje.

Desde que teve início a pandemia, no embate travado entre o coronavírus e a saúde pública no Brasil, o presidente da República não vacilou em nenhum momento: sempre esteve ao lado do vírus.

Gladson Cameli ao menos demonstra coragem ao ir na direção contrária do que pensa o homem que foi eleito para governar a nação, que contou com quase oitenta por centos dos votos dos acreanos.

Mas não comemoremos antes do tempo.

O governador acreano foi apenas um dos dez governadores que procuraram Dória.

O governo paulista irá disponibilizar, no primeiro momento, apenas quatro milhões de doses de vacina para os estados parceiros.

Ou seja: haverá uma divisão proporcional entre os entes federados, o que parece lógico.

O que tocará ao Acre não dará para fazer a vacinação em massa.

Se a vacina chegar, serão vacinados, prioritariamente, a turma do grupo de risco e quem trabalha na saúde.

Os cuidados, portanto, devem continuar, como evitar aglomerações, usar máscaras e álcool em gel.

O próprio governador deve evitar andar por ai dançando sem máscaras.

Ouvi várias vezes o governador afirmar que dispões de cem milhões de reais para comprar as vacinas.

Penso que, embora seja fundamental, esse dinheiro, se realmente houver, deveria ser empregado em outras coisas.

Essa vacinação em massa da população deveria ser bancada e coordenadas pelo governo federal.

Mas, lamentavelmente, o presidente capitão e o seu ministro general parecem perdido nos seus labirintos de incompetência, insanidade e desumanidade.

Bolsonaro e Pazzuelo, como bem disse editorial do jornal O Estado de São Paulo de hoje, parecem empenhados em sabotar a imunização do povo brasileiro.

O Jornal lembra que, quando o general Pazuello assumiu interinamente o Ministério da Saúde, em 16 de maio passado, o Brasil contabilizava quinze mil, seiscentos e trinta e três mortos pela Covid-19.

Quando se tornou o titular da pasta, em 16 de setembro, o total já chegava a cento e trinta e quatro mil, cento e seis mortos.

Agora, o número caminha velozmente para a marca de 180 mil.

Ou seja: sob a gestão do general o Brasil viu o número de mortos aumentar mais de dez vezes.

E o presidente, que dizia ser um gripezinha, faz piadas homofóbicas e diz que devemos parar sermos um país de maricas,

Sem coordenação nacional, os governadores estão se virando como podem.

E nem todos podem.

Todos queremos a vacina.

Mas o ideal é que ela seja distribuída de forma universal pelo Sistema Único de Saúde, o nosso SUS.

Valeu pela bola dentro, governador!

Mas é bom o senhor sempre manter a verdade e a informação correta para não vender falsas esperanças.

O senhor também deve tomar providências urgentes para melhorar o atendimento no Into-Covid.

O contribuinte acreano está pagando mais de cinquenta milhões de reais para uma empresa que não contratou infectologista para cuidar de paciente que têm doença infectocontagiosa.

O dinheiro que está sendo gasto com um empresa que não conta em seus quadros com um intensivista para atender na UTI

A empresa está negando até informação aos parentes dos pacientes.

A coisa é séria.

E com vidas não se brinca.

No Acre quase setecentas e cinquenta famílias choram a perda dos seus entes queridos.

Que venha a vacina chinesa ou de qualquer outras nacionalidade.

Como sou de esquerda, essa vacina comunista vai chegar em boa hora.

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Valeu, forte abraço.

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