TV Espinhosa: No Into-Covid não tem infectologista e intensivista, mesmo com contrato superior a R$ 54 milhões

Órgãos de controle demoram para fiscalizar enquanto vidas são perdidas

Na medida em que os casos confirmados de Covid-19 aumentam, uma constatação óbvia:

quando fecharam os olhos para as aglomerações durante a campanha, as autoridades sabiam que isso poderia acontecer.

Como disse o então candidato a prefeito Daniel Zen, deixaram as ruas livres para os “covidaços”.

O macabro resultado não tardou a chegar.

Aquele que deveria dar bom exemplo, exagerou no caminho inverso.

Como se não tivesse acontecendo nada, o governador Gladson Cameli dançou sem máscaras, a fim de impulsionar as candidaturas que apoiava.

Faço questão de reproduzir o vídeo aqui e agora.

Veja:

Agora me responda: quem agiu assim tem moral para exigir medidas mais duras?

Penso que não, mas ele terá que tomar, se não quiser ser acusado de cúmplice do vírus mortal.

Seria muito bom se o descaso do governo com a saúde dos cidadãos e cidadãs, se limitasse a isso.

Coisas muito graves estão acontecendo com o beneplácito e omissão dos órgãos de controle.

Vou lhe convidar para uma reflexão.

Imagine que você ou uma pessoa que lhe é próxima precise ser internada no hospital de referência chamando Into-Covid.

Imaginou?

Pois bem, o primeiro choque é que, ao entrar na unidade, os amigos e parentes ficam praticamente privados de informação sobre o estado de saúde do paciente.

Mas há coisas piores.

Para cuidar do Into-Covid, o governo contratou, sem licitação, uma empresa de Goiás, chamada Mediall Brasil S.A.

O valor inicial do contrato supera os cinquenta e quatro milhões de reais.

É muito dinheiro.

A Covid-19 é uma doença infectocontagiosa grave, que já matou quase cento e oitenta mil brasileiros e brasileiras.

No Acre, caminha para os trinta e oito mil casos confirmados, com mais de setecentos óbitos.

As ocupações em leitos de UTI’s só aumentam, a ponto de o secretário de Estado de Saúde anunciar que serão instalados mais dez leitos.

Mesmo diante de um quadro grave, há um verdadeiro absurdo dentro do Into-Covid.

A empresa contratada por mais de cinquenta e quatro milhões de reais não contratou um infectologista para a atender na unidade.

Unzinho para fazer remédio.

Ou melhor dizendo: receitar remédio.

E o que é pior: os infectologistas existente no Estado não podem nem sonhar em entrar no Int-Covid.

Que situação absurda é essa?

Para piorar, além da falta de infectologista, a unidade também é órfã de intensivista, profissional especializado em atendimento em UTI.

Pense: quem é internado no Into-Covid não tem atendimento de infectologista e, se for para a UTI, de intensivista.

Refletiu a situação que hora vivemos.

O negócio é se cuidar.

Não fazer como o governador e ficar dançando sem máscara por ai.

Como o governo faz um contrato desses?

Eu já participei da gestão de governo durante oito anos.

Lembro que havia uma promotoria especializada em Saúde, que não brincava , agia com muito rigor, o que era bom.

Ai eu pergunto: onde está essa promotoria agora, que não abre os olhos?

O que está acontecendo, doutores?

Amplio a atenção para o Ministério Público Federal, pois há muito recurso federal envolvido.

Quantas pessoas precisarão morrer para algo ser feito?

Quantas pessoas precisarão morrer para os órgãos de controle agirem?

Enquanto isso, praticamente sumido desde a eleição, o governador fica vendendo a história fantasiosa de que o Acre será um dos primeiros estados a receber a vacina.

Diz que dispõe de cem milhões de reais para garantir a vacinação.

Cem milhões de reais é um pouco menos de duas vezes o valor dispendido com a empresa contratada para cuidar do Into-Covid.

Empresa essa que não contratou infectologista nem intensivista.

Quando fala sobre vacina, o governador tem que combinar, primeiro, com o seu presidente da República, que está politizando um tema tão sensível como esse.

Jair Bolsonaro age como um genocida.

Em um vídeo que viralizou nas redes sociais nesta quarta-feira, Bolsonaro insulta as mais de seis milhões de vítimas da pandemia.

Pisoteia na memória dos quase cento e oitenta mil mortos e seus familiares. Com a voz fina, debocha:

“estou com Covid-19”, seguido de gargalhadas de seus apoiadores que acompanhavam sua fala.

Veja o vídeo:

Está na hora de acontecer uma revolta dos maricas em favor da vacinação.

Que triste.

Ah, Gladson Cameli foi a Minas Gerais atrás de tomate.

Estava acompanhado do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom.

A tomate está associada a índices reduzidos de câncer de pâncreas, cervical e próstata.

Protege o organismo de infecções bacterianas, assim como de perturbações digestivas e pulmonares.

Age como desinflamatório, sendo também muito benéfico para a atividade cerebral.

Apesar de tudo isso, não cura Covi-19.

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Fui
Forte abraço

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