TV Espinhosa – Falta de confiança no governo atrapalha medidas para conter o avanço da Covid

Olá!

Vamos espinhar?

Há muita reclamação, principalmente da classe empresarial. sobre as medidas impostas pelo governo para tentar impedir o avanço da Covid-19.

Creio que os protestos são legítimos, embora não concorde.

Por mais que entendamos o efeito na economia, não podemos perder de vista que a situação da saúde pública é muito grave. E tende a piorar.

Não faz muito tempo houve esse tipo de pressão nos estados do Amazonas e Rondônia.
Os governos cederam.

As tragédias nos dois estados falam por sí só.

Na minha opinião os protestos Acre se dão por um motivo especifico: a falta de credibilidade do governador.

São poucos os que ainda acreditam na palavra do senhor Gladson de Lima Cameli.
Aquela história de que ele não sustenta em pé o que diz sentado pegou.

Como não confiam na palavra de Cameli, trataram logo de resgatar vídeos durante a campanha, onde o rapaz aglomerou e dançou sem máscaras.

Ou seja: deu o mau exemplo e perdeu o respeito.

Gladson Cameli é o tipo de governante que tem poder, mas carece de autoridade.

Poder e autoridade caminham juntos, mas são distintos.

É inegável que, durante quase um ano ele surfou na onda da Covid-19.
Veio muito dinheiro, ele fez pouco, mas manteve a imagem em ascenção.

Ganhou até elogios de setores da oposição.

Se formos analisar friamente, o governo fez pouco e tinha condições de fazer muito mais.
Os caos na saúde vem a partir de uma série de erros e omissões.

O que tinha o boçal de anunciar que tínhamos condições de receber pacientes do Amazonas.

Os pacientes vieram, as novas variantes também.

Amigos, a situação não está pior porque rede hospitalar estava pronta.
Até a maioria das usinas de oxigênio nos hospitais já existia de governos anteriores.

Essa história de usinas teve início no segundo mandato de Jorge Viana e foi ampliada no governo de Tião Viana.

De concreto, o governo construiu dois hospitais de campanha, sendo que o maior de todos foi entregue à iniciativa privada, que está faturando alto dos cofres públicos.

Gladson, parecendo alheio à realidade, declarou que tinha dinheiro para comprar a vacina necessária para imunizar à população.

Agiu com se comprar vacina fosse fácil como comprar cerveja ou avião em miniatura.

Criou uma falsa expectativa nas pessoas, que passaram a aglomerar e a desrespeitar as regras sanitárias.

Agora, abalroado pelo caos, terá que agir como um líder, o que está longe de ser.

Se quiser conter o avanço da Covid, será obrigado a tomar medidas impopulares.

Será que está disposto a pagar por isso?
Espero que esteja.

Só sei que a situação não é fácil.
Quando dá para até o bispo reclamar, é porque a credibilidade e a confiança do governador estão descendo ladeira a baixa.

Ei, Gladson!
Vacina? Me dê que eu tomo.

O problema é que não tem nem para os idosos, que estão perdendo um tempo que já não têm mais.

Como disse um amigo meu, estamos como pano em boca de boi: se puxar rasga. Se deixar, o bicho engole.

Agora me responda: um governador que grava um áudio desses tem credibilidade ou autoridade?

Vida que segue.

Gosto desta TV Espinhosa?

Compartilhe para que possamos chegar mais longe.

Se não gostou, compartilhe também até para falar mal.

Forte abraço e até a próxima.

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