TV ESPINHOSA – É sério: Gladson pode ser reeleito por se apresentar como um sujeito “legal”.

Como governador, Gladson Cameli é péssimo, um dos piores da história, um desqualificado, um despreparado.

Só que, por incrível que pareça, essa pessoa com os piores adjetivos seria reeleita com folga, se a eleição fosse hoje.

Falta-lhe adversários capazes de se mostrar diferente.

De apontar os melhores rumos, de empolgar.

A TV Espinhosa está no ar.

Olhando o cenário, um constatação: falta adversário capaz de derrotar Gladson Cameli na disputa para o governo.

É incrível, mas essa é a verdade.

Jorge Viana seria o único com estatura para enfrentar o atual governador, mas não irá.

O petista sabe que não tem musculatura para esse enfrentamento.

Por mais que alimente uma candidatura ao governo junto à militância, Jorge Viana vai construir o retorno para o Senado da República, de onde voltará a ter influência na política nacional e, consequentemente, na estadual.

Como Jorge fora, o nome mais forte é o de Sérgio Petecão.

Campeão de votos seguidamente, Petecão, ao menos por enquanto, não tem encantado o eleitor.

O seu maior problema é justamente ser cem por cento popular.

Petecão dialoga bem no andar de baixo, mas tem dificuldades para entrar na classe média e, principalmente, junto ao empresariado que forma opinião.

Será tarefa difícil fazer essa aproximação, mas não impossível.

Se quiser chegar ao governo, Petecão precisará se diferenciar de Gladson, sair do eterno muro, mostrar que sabe muito mais do que pedir votos e vender gasolina.

Fazer menos piada e mostrar mais trabalho sério.

Será fundamental mostrar mais, muito mais.

O terceiro nome colocado é o do deputado Jenilson Leite.

Em termos de qualificação e compromisso com a sociedade, Jenilson é, disparado, o melhor.

O problema, porém, é a construção de um alicerce capaz de sustentar uma candidatura majoritária que empolgue.

Que se apresente como alternativa e expectativa de chegar ao poder.

Quais as forças que irão estar com Jenilson?

Eis a questão.

É certo que ainda é cedo para qualquer análise.

Ocorre que Gladson Cameli está fazendo o que faz desde o primeiro dia: política e politicagem.

Se olharmos o governo, o que vemos é um desgoverno cujo governador consegue passar sem sofrer maiores desgastes.

Há um deserto de projetos e realizações.

A pandemia, que tantas vidas ceifou, foi a salvação de um governador que não tem nada para mostrar.

Nem as prometidas vacinas ele trouxe.

Elas vieram por meio do governo federal, numa obrigação legal.

Estou falando de um governador que cumpriu dez das suas quase setenta promessas de campanha.

Um governo que, segundo o próprio vice-governador, está atolado num lamaçal de corrupção.

Recentemente, eu ouvi de duas pessoas que votariam em Gladson Cameli porque ele é um rapaz legal.

Eu respondi que éramos legais, mas não estávamos qualificados para governar o Acre.

As pessoas concordaram, mas mantiveram a decisão de votar no rapaz legal.

Se não houver uma grande reviravolta no fazer político, o legal, com um governo cheio de ilegalidade, pode desgovernar o Acre por mais longos quatro anos.

Vida que segue.

Tchau, forte abraço, com cheiro de rosas.

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