Um tempo, página infeliz da nossa história.

Foi assim que Chico Buarque, numa bela música, descreveu os vinte e um anos da ditadura militar.

Infelizmente, mesmo após cinquenta e sete anos do golpe, ainda tem gente defendendo o retorno a um estado de exceção.

É não é pouca gente.

Em junho de 2020, pesquisa do Datafolha mostrou que 22% dos entrevistados defendiam a volta da ditadura ou não se importavam com o fim da democracia.

Segundo o instituto, foi o número mais alto desde que a pergunta começou a ser feita, em 1989.

Por que essas pessoas, que vivem a plenitude de um regime democrático querem algo que tanto mal fez à gerações?

O que está acontecendo?

É duro ver cidadãos e cidadãs usarem o seu direito à livre manifestação irem às ruas pedir para que sejam adotadas medidas como o Ato Institucional número cinco, o famigerado AI-5.

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Vamos lá?

Há cinquenta e sete anos, os tanques foram colocados nas ruas e o regime militar se instalou no país.

Era o começo de uma página infeliz da nossa história.

Quatro depois veio o Ato Institucional nº 5, também conhecido como AI 5, no dia 13 de dezembro de 1968.

Foi assinado pelo general Arthur da Costa e Silva.

Este ato marcou um período de censura e repressão da ditadura militar no Brasil.

Ficou historicamente conhecido como o mais duro dos Atos Institucionais, que eram diplomas legais emitidos entre os anos de 1964 e 1969.

Os livros de histórias contam como tudo aconteceu.

Eu li e vivi boa parte desse período.

Por isso, não quero nem o passado como era, nem o presente com está.

Acho que é possível avançarmos na construção de uma sociedade mais justa, tendo plena liberdade.

Penso que falar sobre os anos escuros da Ditadura Militar seria chover no molhado, se esse molhado não fosse sangue.

Sangue de quem pagou com a própria vida para garantir que hoje possamos viver em plena democracia.

Que possamos falar, reivindicar, elogiar, cobrar.

A gente não precisa falar de lado, nem olhar para o chão.

É algo repetitivo, mas não custa lembrar a frase do estadista britânico Winston Chuchill, que disse ser a democracia o pior dos regimes, com exceção de todos os outros.

Não valorizar isso é burrice.

Cegueira ideológica.

Desrespeito à própria liberdade.

É triste constatar que há um sentimento em boa parte da população de que é um regime militar, com os direitos fundamentais cerceados, é melhor do que vivermos em uma democracia.

O que pode despertar um sentimento desses?

Li um livro, recentemente, que explica como o próprio povo se manifesta contra a democracia.

É algo estarrecedor.

Penso que o primeiro ponto para que haja defesa de uma ditadura é a ignorância.

Somente quem não viveu ou não leu como funciona um regime dessa natureza é que pode ir à praça pública ou às redes sociais defender o retorno do tempo do chumbo.

Não há outra justificava.

Torna-se impossível não abordar o tema sem culpar a classe politica, que foi desmoralizada por suas atitudes desfocada da sua real finalidade.

A política foi judicializada e desmoralizada, confundida com o que há de mais abjeto em uma sociedade.

Ser politico, com rara exceção, tornou-se símbolo de ser corrupto.

Mas como essa imagem foi construída?

A construção não nasceu em vão.

Realmente os ditos representantes do povo não colaboram.

São pródigos em construir escândalos sem o menor pudor.

A imprensa, que hoje se ver atacada por setores conservadores e de extrema direita, contribuiu sobremaneira para que chegássemos a onde estamos.

O Judiciário deixou de julgar apenas com base na lei. Passou a se preocupar com a opinião pública, com o que a imprensa pode dizer e abriu brecha para a sua própria desmoralização.

Vivemos dias terríveis e de incertezas.

Hoje é um dia para cada cidadão e cidadã refletir sobre o que fomos, o que somos e o que queremos ser.

Não é cerceando direitos individuais e coletivos que iremos modificar as coisas.

Não é usando os instrumentos proporcionados pela democracia que iremos triunfar para implantar a ditadura.

É certo que temos na Presidência da República um cidadão que faz apologia a torturador.

Que não cansa de fazer discurso pregando a ruptura democrática.

Felizmente, as combalidas instituições brasileiras têm conseguido se manter firmes contra os devaneios presidencial.

Não há apoio militar, empresarial ou internacional para um golpe.

Mas é preciso estamos atentos.

A democracia é como uma porcelana frágil.

Pode quebrar.

Ditadura nunca mais.

A vida segue.

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