The Guardian: Natal azul de Tião Bocalom ganha críticas da imprensa internacional

Pinta e repinta na casinha de Papai Noel da prefeitura de Rio Branco rompeu as fronteiras.

O tradicional jornal britânico de The Guardian abriu destaque para o mundo azul do prefeito Tião Bocalom.

Matéria assinada pelo correspondente para a América Latina, Tom Phillips traz a seguinte manchete: “Brazilian see over pro-bolsonaro maior’s blue Santa grotto”.

Na submanchete está: “Christmas attraction in Rio Branco is painted the blue of mayor’s party -then traditional red, then back to blue”.

Traduzida, a chamada diz: “Brasileiros veem vermelho sobre a gruta azul do Papai Noel do prefeito pró-Bolsonaro

A submanchete reforça: “A atração de Natal em Rio Branco é pintada de azul da festa do prefeito – depois vermelho tradicional, depois de volta ao azul”.

Veja a matéria traduzida:

“ O Natal nunca foi branco em Rio Branco, uma cidade sufocante do rio Amazonas, onde as temperaturas de dezembro geralmente sobem perto de 40C.

Este ano também pode não ser vermelho, devido a um ding-dong politicamente carregado sobre a cor da gruta de um Papai Noel que foi erguida pelo governo de apoio a Jair Bolsonaro da A estrutura de madeira teria sido construída fora da prefeitura na semana passada como parte de festividades sazonais ordenadas pelo prefeito conservador de Rio Branco, Tião Bocalom.

Mas houve um clamor imediato de que o abrigo do Papai Noel havia sido pintado de azul, a cor do partido de direita de Bocalom, em vez do vermelho mais comumente associado ao Pai Natal.

Alguns suspeitaram que o esquema de cores pouco ortodoxo refletia a crença entre os apoiadores do movimento de extrema-direita de Bolsonaro de que o vermelho é a cor dos degenerados comunistas que afirmam estar conspirando para transformar o país em uma ditadura ao estilo de Cuba.

“Nossa bandeira nunca ficará vermelha” é um dos gritos de batalha favoritos dos apoiadores de Bolsonaro, dos quais o prefeito de Rio Branco é um deles.

Que diferença faz se for azul ou vermelho? Eu não sei por que as pessoas estão falando tanto sobre isso”, brincou Bocalom quando perguntado sobre a controvérsia por repórteres.

O prefeito afirmou que durante anos os políticos esquerdistas que governaram Rio Branco e o estado circundante do Acre pintaram as coisas de vermelho no Natal. “Agora estamos adotando o azul. Qual é o problema com isso?”

Analistas viram o furor da gruta amazônica como mais uma prova do cisma político muitas vezes ridículo que se abriu desde que Bolsonaro ganhou o poder em 2018, enquanto jurava banir “bandidos vermelhos” de sua terra natal. “Nem mesmo o Papai Noel está imune”, twittou Thomas Traumann, comentarista político carioca.

Bocalom tentou desarmar a linha na segunda-feira, dizendo: “O Natal é azul, é vermelho, é amarelo.”

Na segunda-feira à noite, o Natal ficou preto, depois que uma lona foi colocada sobre a cabine camaleonesque do Papai Noel por razões que permaneceram obscuras.

“Continuaremos acompanhando esta história para sabermos de que cor será o Natal aqui em Rio Branco”, garantiu aos ouvintes um repórter de rádio local mistificado, Victor Lebre, enquanto os brasileiros lutavam para entender a disputa decorativa da cidade”.

Veja a publicação original aqui.

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