“Temos o desafio de transformar o Acre em um lugar onde se respeite a vida”, afirma Jenilson Leite

O parlamentar é um dos nomes cotados para disputar o governo do Estado nas eleições de 2022

Por Maria Meirelles

De origem humilde, o deputado estadual Jenilson Leite (PSB), 43 anos, é um dos possíveis nomes a disputar a vaga para o governo do Acre nas eleições de 2022. Pai de três filhos, o parlamentar segue exercendo a medicina, inclusive, em conjunto nas ações do mandato.

Jenilson nasceu no Seringal Mucuripe, situado no Rio Muru, em Tarauacá, interior do Acre (Foto:Jardy Lopes)

“Eu não tenho tido um mandato de deputado estadual, eu tenho feito um mandato de deputado estadual, por entender que o agente público tem a responsabilidade de identificar os problemas que a população está vivendo e lutar para solucionar”, endossou o parlamentar.

Acreano do pé rachado, Jenilson nasceu no Seringal Mucuripe, situado no Rio Muru, em Tarauacá, interior do Acre. Aos 7 anos de idade, mudou-se para a casa dos avós na cidade. Ainda jovem, começou a trabalhar como engraxate e vendedor para ajudar na renda familiar e poder comprar suas próprias coisas. Cursou medicina em Cuba, passou pelo Haiti, durante o a catástrofe de 2010, e retornou ao Brasil, onde cursou a especialização de infectologista.

O olhar humanizado do taraucaense desencadeou em um convite para ingressar na política, sendo eleito em 2014 pela primeira vez, como deputado estadual, à época pelo PCdoB, e reconduzido ao cargo em 2018. Em 2019, o parlamentar desfiliou-se do Partido Comunista do Brasil e ingressou no Partido Socialista do Brasil (PSB).

“A política é a arte de cuidar das pessoas. Por isso, o mandato não se limita à tribuna. Como eu vim das barrancas do Rio Muru, conheço bem a realidade de quem mora na ‘beira dos rios’ e, ao longo dos 7 anos de atuação parlamentar, temos realizado ações solidárias de saúde em todo o estado. Compreendendo que o trabalho do parlamento é importante e que essa ação de saúde tem sido muito útil à população”, enfatiza Jenilson, que constantemente promove mutirões de saúde nas localidades mais longínquas do estado.

Pandemia

Mesmo na pandemia, o deputado segue realizando as ações solidárias de saúde em todo estado (Foto: Jardy Lopes)

Médico infectologista, Jenilson Leite aponta falhas na condução do enfrentamento à pandemia que, em sua opinião, resultam no baixo índice de vacinação contra a Covid-19 no Acre.

“Nós temos várias questões que implicam na baixa vacinação no Acre, que advém sobretudo da irresponsabilidade como a política de combate a pandemia foi adotada. Tudo aquilo que representava cuidado com a população, para que não adoecessem, foi colocado em xeque: a vacina, o uso da máscara, a própria doença e o lockdown foi colocado como inimigo do trabalho”, explica.

Ainda segundo o deputado, o Acre não possui vacina suficiente para imunizar a população. “No Acre estamos sofrendo com isso porque a quantidade de vacina é muito pouca, adicionado a isso temos precariedade da capacidade de gestão. O que nós precisamos ter é vacina para todo mundo, sendo ofertada de casa e em casa. Mas, para isso, era necessário que o governo do Estado tivesse comprado vacina e não só esperasse a vacina que vem do Ministério da Saúde”, alerta Jenilson, acrescentando que nesse momento era para o governo do Estado, junto as prefeituras, organizar Forças-Tarefas de Vacinação em todos os municípios.

Há muita morosidade na tomada de decisão e, no final, é a população que paga por isso.”

Eleições 2022

Contrários ao modo como Bolsonaro tem conduzido o país, PCdoB, Psol, PSB, PT e PV se reuniram na última segunda-feira, 14, no escritório do ex-senador Jorge Viana para dialogar sobre uma possível frente do campo progressista no Acre, visando uma aliança para as eleições de 2022. Jenilson Leite é um dos nomes cotados para disputar o governo do Estado.

“O PSB apresentou o nosso nome para uma candidatura majoritária. Estamos muito à vontade para dialogar e debater e, se houve uma união, que seja uma união verdadeira e que não se limite a uma união intransigente de diálogo com as necessidades da população”, salientou o deputado, destacando que com a construção não representa um retorno da antiga Frente Popular – que, sob os comandos PT, governou o Acre por 20 anos.

“Não pode ser um retorno da Frente Popular, porque precisa ser a construção de um projeto de Estado, de desenvolvimento de Estado. E precisa ultrapassar os limites das siglas partidárias. Por exemplo, tem muita gente que votou no Bolsonaro e que hoje reconhece que esse não é o caminho. Então, precisamos dialogar com todo mundo que olhe para as necessidades do Acre, para além das cores partidárias, porque tem gente na periferia passando fome, tem criança no interior morrendo por falta de atendimento médico”, observa Jenilson.

Sobre os desafios do próximo governador do Acre, Jenilson Leite é enfático:

Temos o desafio de transformar o Acre em um lugar bom, de paz, onde se respeite a vida e com alta produtividade para poder dar de comer a nossa população”.

Matéria publicada no Jornal Opinião, o único impresso do Acre.

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