Suposta empresa chinesa que comprou a ZPE não pagou a primeira parcela do acordo comercial e pede mais prazo para honrar compromisso

Anunciada como um negócio milionário da China, a venda da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) para um suposto grupo chinês está parecendo coisa para “inglês ver”.

A compra cantada em prosa e verso pelo por órgãos governamentais seria no valor de R$ 25 milhões, com possibilidade de a empresa compradora abrir mercados de produtos acreanos para o exterior.

Pelo acordo comercial, a empresa compradora teria que pagar a primeira parcela da aquisição, no valor de R$ 1,5 milhão, na última segunda-feira.

Mas o tal grupo milionário não honrou o compromisso e pediu maior prazo para efetuar o depósito.

O pedido para nova data de pagamento chegou à Casa Civil do governador, que não se manifestou.

Quando o negócio foi anunciado, este Portal trouxe a público que não havia nenhuma grande empresa chinesa envolvida no negócio.

A suposta empresa chinesa, na verdade, é 100% acreana. 

Está instalada na Rua Marechal Deodoro, em Rio Branco, com uma filial em Porto Velho (RO). Veja a matéria aqui.

A China Haiyng do Brasil foi criada em maio do ano passado, tendo como principal atividade o despacho aduaneiro.

Essa empresa, cujo capital social declarado é de R$ 5 milhões, estranhamente adquiriu um bem de R$ 25 milhões.

O endereço da empresa é o mesmo do Lojão do China, que é especializado em vender bugigangas exportadas do país asiático. Veja mais aqui.

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