Sobre a Arena da Floresta e outros marcos

Por Leandro Altheman*

A sanha do governador Gladson Cameli em mudar símbolos e nomes em obras deixadas por administrações anteriores pode ser lida como um atestado de incompetência de sua própria gestão.

É praticamente um documento histórico, com a assinatura de Gladson, atestando que, por ser incapaz de criar algo relevante que pudesse marcar sua gestão, lhe resta apenas tentar apagar o legado das gestões anteriores. Gladson poderia se dedicar a ampliar o centro esportivo, melhorar os que já existem ou criar outros em alguns dos municípios onde ainda ou não existem ou estão inacabados. Mas prefere mudar o nome do que já está feito.

Em outros tempos, as gestões competiam entre si, para ver que obra ocuparia o lugar de destaque na história local e nos corações e mentes da população. Era também um problema. Ninguém queria investir em saneamento básico, já que obras debaixo da terra têm menor chance de serem lembradas. Mas muito pior é a orientação atual: limitar -se a renomear obras de gestões anteriores.

Com seus atos revanchistas, Gladson tem conseguido imprimir sobre sua gestão, o símbolo da mediocridade.

É também uma espécie de ato de covardia. Uma tentativa de diminuir a importância das gestões anteriores, por sua própria incapacidade de fazer melhor. Que acautele-se o governador, pois também há obras homenageando familiares seus, que bem poderão, no futuro, se tem alvo de revanchismo análogo ao seu próprio.

Mas o que nós, população, devemos desejar é esse modelo de gestão não faça escola. De outro modo teremos de nos acostumar em viver num estado ainda carente de infra estrutura, sem ver nada de realmente novo, só que com diferentes nomes, atendendo ao capricho de cada gestão.

* Leandro Altheman é jornalista.

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