Servidores da Saúde acharam a música para a secretária Mônica Kanaan, que está viajando de novo: “Tô nem aí, não vem falar dos seus problemas, que eu não vou ouvir”.

Pacientes dormem no chão por falta de leito.

No início dos anos 2000, especificamente em 2003, a cantora e compositora gaúcha Luka lançou uma música que logo tornou-se um hit nacional.

Falava em caso de amor, mas a canção pode muito bem ser trazida para o momento atual e aponta a forma como o governo Gladson Cameli está tratado a Saúde pública.


Gladson Cameli é simbolizado na Saúde pela figura da secretária Mônica Kanaan e os seus coronéis, especialmente o secretário adjunto Jorge Fernando Resende.


Desde que pôs os pés no Acre, a senhora Kanaan não ficou trinta 30 consecutivos despachando na secretaria.

E está viajando de novo desde a sexta-feira, com previsão de retornar somente no domingo.


No lugar da secretária , Cameli colocou para responder o diretor administrativo Paulo Justino Pereira, indicado para ocupar o cargo pelo deputado estadual José Bestene.


As constantes ausências da secretária importada de Brasília por Cameli tem feito os servidores da Saúde cantarolar, com frequência, o hit da cantora Luka.


O refrão é: “Tô nem aí, não vem falar dos seus problemas, que eu não vou ouvir”.


O mundinho das pessoas que necessitam de saúde pública é gigante e não há a quem recorrer porque falta rumo e comando no governo.


Hospitais como o Pronto-Socorro estão carentes de produtos básicos, como máscaras, lâminas para bisturi, luvas, borracha para aspirar os pacientes entubados, os médicos estão passando acesso venoso central em adultos com intracath de criança, não há sonda vesical, dentre outras coisas.


Nesta quinta-feira encerraram-se se os contratos emergenciais de aproximadamente 600 profissionais.

O governo prorrogou por mais 30 dias, mas os médicos e enfermeiros nessa situação não farão os plantões extras, haja vista que não receberão. O caos permanecerá.


No Pronto Socorro, só enfermeiros, cerca de 30 ficarão desempregados. São pessoas experientes e qualificadas. O concurso provisório prevê a contratação de 44 profissionais da área para Rio Branco, mas há um déficit de 50 na unidade.


O que está ruim, pode piorar. Enquanto isso, a secretária e o governador cantam: “Tô nem aí, não vem falar dos seus problemas, que eu não vou ouvir”.

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