Sem investimento, governo Gladson Cameli enche o caixa às custas da inflação, do desemprego e da miséria dos acreanos

Esta semana, o professor Orlando Sabino, em seu artigo publicado no site ac24horas.com., colocou luz nas finanças do Estado do Acre.

Sabino, que coordena o Observatório do Desenvolvimento criado pela Federação das Indústrias do Acre (Fieac), apontou que, durante a pandemia, o governador Gladson Cameli dispunha de R$ 1,7 bilhão em caixa, mas aplicou somente R$ 135 milhões.

Tanto dinheiro em caixa não é sinônimo de competência.

Na administração pública quem não investe o dinheiro é tachado de incompetente.

O Acre, que tem tanto dinheiro parado, é o mesmo que conta com 65 mil pessoas desempregadas, 159 mil na informalidade e 45 mil desalentados, quem são aqueles que desistiram de procurar uma ocupação.

É o Estado onde a extrema pobreza aumentou vertiginosamente nos últimos dois anos.

O superávit apresentado, na verdade, é resultado de uma perversidade do gestor público, que se beneficia de medidas que prejudicam à população.

Vejamos.

Enquanto os preços aumentam (inflação), o que aumenta a arrecadação própria e os repasses (FPE e FUNDEB), a despesa não cresce no mesmo ritmo, haja vista que  o governo não aumenta salários e não reajusta contratos de fornecimento e prestação de serviços para a administração estadual.

Em resumo, o servidor público, trabalhadores e demais assalariados estão bancando o superávit do governo. E o que é pior: essa disponibilidade de caixa não se reverte em investimentos  nas obras públicas, por exemplo.

No seu artigo, Orlando Sabino destaca que “Infelizmente os números não indicam que essas disponibilidades estejam sendo usadas para a realização dos investimentos. Em gráfico, destacamos os níveis de investimento do governo estadual que continuam tímidos, muito longe dos níveis de execução verificados no terceiro quadrimestre de 2018 onde foram executados 54,3% da dotação disponibilizada para aquele ano”.

Não foi à toa que, recentemente, pesquisa feita pelo instituto Data Control apurou que 53% da população não conseguem enxergar uma obra relevante realizada pela administração estadual.

O governo do Estado está com o caixa cheio, enquanto a maior parte da população sobrevive com a panela e o bucho vazio.

É o Acre real, cujo governador não tem pudor em dizer que tem amnésia e se esqueceu das promessas feitas em campanha.

Veja mais aqui.

 

 

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