Seis meses se passaram e a segurança pública, tal qual os demais setores do Acre, só piora

Adiantou pouco o governador Gladson Cameli, como um Rambo tropical, posar com um fuzil nas mãos.

Teve menos serventia ainda o vice-governador Wherles Rocha se fantasiar de policial da ativa.

Em todos os lugares, a pergunta é: cadê a tão sonhada segurança prometida durante a campanha?

Praticamente todos os dias é noticiada uma ou mais execuções.

Há subnotificação, mas é real o acréscimo exponencial dos assaltos a veículos, transporte público e estabelecimentos comerciais que ocorrem com frequência na capital Rio Branco.

Na madrugada de ontem mais uma pessoa foi assassinada com características de execução.

Um jovem de 26 anos levou três tiros dentro de sua própria residência, no bairro Boa União.

A polícia ainda não sabe quem foram os autores. Provavelmente esse será mais uma estatística, como os demais crimes.

Nos últimos dias, um vídeo ganhou destaque nas redes sociais, mostrando um grupo de criminosos, caminhando com armas em punho e ditando palavras de ordem, abordando moradores, e ao que se parecia, eles estavam caçando membros da facção rival, em um local conhecido como Sapolândia.

A população grita por socorro, pois fica em meio ao fogo cruzado dos criminosos.

O portal do Rosas conversou com alguns moradores desses locais considerados quentes (regiões onde há predominância do comando das facções criminosas).

Os entrevistados disseram que o medo é constante.

Ir trabalhar, levar filho à escola, ir para a faculdade, entre outras ações corriqueiras do dia a dia, tornou-se uma verdadeira saga.

“Os comércios tradicionais nos bairros – padaria, salão de beleza, lojas de roupas – estão acabando, pois ninguém aguenta mais tanta desordem. Várias pessoas estão indo embora de Rio Branco por conta do medo de ser morto em virtude da guerra de facções”, declarou um morador assustado, que não quis se identificar.

Outro morador se diz revoltado porque polícia tem, mas não anda nos bairros.

“A segurança parece que se concentra só no centro da cidade. Aqui na Cidade do Povo não vemos uma única viatura policial passar, sabemos que polícia tem, os salários desses camaradas são bons, mas o poder público fechou os olhos para a gente, que é trabalhador humilde”, desabafou A.F.C.

Segurança se resolve com ação e inteligência.

As coisas coisas estão faltando.

Há brigas internas entre as polícias, enquanto a população permanece no fogo cruzado.

Nunca é demais lembrar que o governador Gladson Cameli é o maior culpado pela situação, mas o responsável pelo setor é o Wherles Rocha.

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