Se falou a verdade sobre a LRF, Cameli só poderá nomear para a Saúde, Educação ou Segurança

Se a ideia do governador Gladson Cameli era usar a teoria da enrolatividade, quando disse que as 340 demissões de cargos comissionados era para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o disparo pode ter saído pela culatra.

Em sendo verdadeira a sua declaração, a possibilidade de os exonerados retornarem aos cargos ficaria remota.

Se há culpa na derrubada dos vetos, essa culpa é do próprio governador, que não cumpriu a palavra.

Pela LRF, se não há patranha, o governador só poderá assinar nomeação para a Saúde, Educação ou Segurança. Isso devidamente justificado.Mas a verdade é que o governo vem extrapolando o limite da LRF desde o início do ano. Esse Portal fez a denúncia. Veja aqui:

Estranho ter descoberto isso somente após ter sofrido uma acachapante derrota na Assembleia Legislativa (Aleac), na derrubada dos vetos.

Tudo havia sido previamente combinado.

Também houve a incompetência da equipe técnica, que mandou os vetos fora do prazo legal.

O problema é que a equipe do governo cresceu os olhos com a possibilidade de receber muito dinheiro no próximo ano.

São esperados mais de R$ 500 milhões no início de 2020. Isso porque o Senado aprovou, no último dia 3, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite à União compartilhar com estados, Distrito Federal e municípios os recursos arrecadados nos leilões do pré-sal. A chamada cessão onerosa.

As demissões, embora o discurso seja outro, foi represália. O governo quis eviscerar o preço dos deputados.

Nunca é demais lembrar que, para aprovar a reforma administrativa, o líder do governo José Luiz Tchê declarou que não dava para governar com apenas 950 cargos.

Com as demissões, Cameli vai economizar recursos, deixar de pagar uma grana boa de décimo terceiro, mas sofrerá o desgaste político, o que é inevitável.

Houve a quebra de confiança entre o Legislativo e o Executivo. Essas relação dificilmente será reestabelecida em bases sólidas.

Bem, o governador, a partir de agora, não tem mais nenhuma justificativa para continuar a desrespeitar à LRF.

Resta saber se os órgãos de controle vão continuar de olhos fechados.

Ao regressar ao Acre, após ver a Estátua da Liberdade, em Nova York, Gladson Cameli permanecerá preso à teia de intrigas e incompetência que move o seu governo.

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