Salário na Educação: “Ganho real foi de 53,49%”, explica Daniel Zen

O deputado Daniel Zen (PT) foi às suas redes sociais contestar informação propagada pelo governo estadual sobre supostas perdas salariais dos trabalhadores em Educação do Estado.

Zen, que foi secretário de Educação no primeiro mandato do petista Tião Viana, destaca que, em vez de perda, os trabalhadores tiveram ganho real de 53,49%, ao longo dos anos em que o Acre foi administrado por partidos da Frente Popular.

Sem citar investimentos como a oferta de nível superior para os professores, o deputado lembrou quem em 1998, último ano da administração Orleir Cameli, tio do atual governador Gladson Cameli, o salário do professor, com nível superior, em início de carreira, para uma jornada de 30h semanais, era de R$ 446,03. 

“Vinte anos depois, em dezembro de 2018, último ano dos governos da Frente Popular do Acre, esse mesmo salário era de R$ 2.402,68, o que significa 538,68% a mais do que a referência inicial”, explica. 

O deputado acrescentou: “Se o salário de dezembro de 2018 era equivalente a 538,68% do salário de dezembro de 1998 é porque sofreu aumento de 438,68%, 538,68% menos o percentual equivalente à referência inicial.

Zen salienta que, se fosse reajustado o salário de 1998 apenas com a inflação acumulada no período de dezembro de 1998 a dezembro de 2018 (250,94%), segundo o índice IPCA-A, do IBGE, teríamos um salário, ao final de 2018, de R$ 1.565,31. 

A taxa real ou de ganho real, explica o deputado, é aquela que expurga o efeito da inflação do período. Ela é obtida a partir do resultado da divisão entre o salário atual (R$ 2.402,68) e o salário corrigido (R$ 1.565,31) menos um, multiplicado por 100. Em fórmula simplificada, a presente situação restaria assim demonstrada: 

X = [(2.402,68/1.565,31) – 1] x 100

X = [1,5349 – 1] x 100

X = 0,5349 x 100

X = 53,49% (Ganho Real)

“A partir de tal cálculo, obtemos o percentual de 53,49% de ganho real no período de dezembro de 1998 a dezembro de 2018. Essa é uma maneira simplificada de calcular a taxa real, expressa pela fórmula [1 + ief = (1 + ir) * (1+ iinf)], onde ief simboliza a taxa efetiva; ir simboliza a taxa real; e iinf simboliza a taxa de inflação no período”, ensina o petista. 

Em síntese: se o salário de dezembro de 1998 era de R$ 446,03 e o de dezembro de 2018 era de R$ 2.402,68, o reajuste total nesse período foi de 438,68%, a taxa de inflação foi de 250,94%, a diferença entre ambas as taxas foi de 187,74% e o ganho real no salário foi de 53,49%. 

Zen salienta que a política de valorização salarial não só repôs as perdas inflacionárias na sua integralidade, como resultou em uma taxa de crescimento real de 53,49% nos salários. 

“Isso quer dizer que, no período de 20 anos dos governos da antiga FPA houve ganho real de 53,49% nos salários dos trabalhadores em Educação e não defasagem de 180%, como está sendo propagado em matérias jornalísticas enganosas e descompromissadas com a verdade”.

O deputado destaca que, no mesmo período, houve categorias de servidores públicos que acabaram obtendo ganhos maiores do que os professores, como é o caso dos policiais militares e civis. 

“E isso não nos parece justo. Mas, não quer dizer que houve defasagem do salário dos professores. Quer dizer que eles tiveram ganhos reais menores do que de outras carreiras. Mas, embora menores, tiveram ganhos reais efetivos, acima da reposição da inflação”, defende.

O fato é que, destaca Zen, o último aumento de salário na Educação ocorreu em 1º de fevereiro de 2018. “Nos dois anos do governo de Gladson Cameli, não houve um centavo sequer de reajuste, aumento ou reposição de perdas inflacionárias”. 

O petista finaliza afirmando acreditar que cada governo tem seus desafios. Ampliar os percentuais de incremento salarial decorrentes das progressões e promoções funcionais, como está sendo dito agora, na sua avaliação, é uma medida necessária e justa. 

“É um esforço louvável. Mas, isso não pode substituir a política de reposição das perdas inflacionárias, seguidas de ganhos reais. E isso não se consegue ‘corrigindo’ percentuais de diferença entre referências e classes funcionais de um PCCR. Isso só se resolve com aumento”.

Veja a publicação do deputado:

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