Sacolões do governo entregues aos alunos da rede pública estão superfaturados em cerca de 50%

Sacolões do governo entregues aos alunos da rede pública estão superfaturados em cerca de 50%

Preço da cestas no comércio local é de R$ 63; Estado está pagando quase R$ 100

Tempo de calamidade público é temporada aberta para muita coisa ilegal ser feita sob o manto da necessidade emergencial. 

O Acre está sob o decreto de calamidade pública.

Essa é a lógica que parece ter sido seguida pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), para adquirir os sacolões que foram e estão sendo doados para as famílias dos estudantes da rede estadual de ensino.

Com grande estardalhaço e amplo espaço na mídia, o governador Gladson Cameli anunciou a entrega das cestas básicas.

Cameli fez pose com os sacolões. Provavelmente desconhecia o peso que os produtos acomodados em  sacos plásticos pode ter na imagem do seu governo.

 O fardo a ser carregado é pesado e mexe diretamente no bolso do contribuinte acreano.

Os sacolões podem estar superfaturado. 

Para atender as regionais do Baixo e Alto Acre, Purus e Tarauacá/Envira, a SEE fez uma dispensa de licitação emergencial no valor de R$ 3.230.904,50, para a empresa entrega 34.175 sacolões.

Cada cesta básica sairá ao erário por R$ 94,54, num superfaturamento superior cerca de 50% do preço praticado no mercado.

A reportagem Portal fez uma pesquisa nos principais supermercado de Rio Branco. O preço médio de um sacolão com os mesmos produtos é de R$ 63,00. Há lugares um pouco mais caro e outros um pouco mais barato. 

Com a aquisição em grande quantidade e sem licitação, o governo poderia negociar direto com as empresas que geram empregos e conseguir um preço mais barato. 

Com os mesmos R$ 3.230,904,50, a SEE poderia ter comprado, em vez de 34.175, 51.284 sacolões. A diferença é grande.

Mas, estranhamente, a SEE não transacionou com empresas maiores preferiu negociar com um pequeno comércio instalado no bairro Estação Experimental, cujo capital social é de apenas R$ 100 mil.

Muito provavelmente tem algo errado ai. 

Os órgãos de controle têm o fio condutor para uma investigação. 

Outro ponto a ser levantado é que a merenda escolar não se resume aos produtos do sacalão. 

Há legumes, com previsão de aquisição de produtores locais, o que não está acontecendo, bem proteína, que também não está contemplada no material entregue às famílias. 

A SEE, que é comandada pelo ex-padre  Mauro Sérgio Ferreira, vem sendo alvo de denúncias constantes. 

O próprio Gladson Cameli denunciou uma suposta máfia da merenda. Foi deito grande estardalhaço, mas  coisa esfriou. O risco é estragar.

Outras denúncia partiu do vice-governador Wherles Rocha sobre o superfaturamento de R$ 3 milhões na compra de computadores. Nada foi apurado. 

Este Portal denunciou que a empresa assinou o contrato superior a R$ 10 milhões em um dia e recebeu no outro. Veja a matéria aqui. 

A empresa C. Com Importação e Exportação é do genro do deputado José Bestene, que é do mesmo partido do governador.

O silêncio não pode ser a resposta.

Nem a omissão dos parlamentares e dos órgãos de controle tolerada.  

Leonildo Rosas

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