Rocha diz que R$ 5 mil depositado em sua conta por assessor foi pagamento de venda de carro


No dia 1º de outubro, o Portal do Rosas saiu com a seguinte manchete: “Diretor do gabinete do vice-governador depositou R$ 5 mil na conta de Wherles Rocha; extrato bancário está em poder do Portal do Rosas”.

O documento foi obtido em processo público, que corre na 5ª Vara Cível, onde o vice-governador fora condenado em processo movido pelo ex-governador Tião Viana.


A fim de desbloquear a sua conta, Rocha apresentou extrato para dizer que a única renda que recebe é a de salário, embora ganha, mensalmente, mais de R$ 50 mil bruto.


É nesse extrato, que não está em segredo de Justiça, que aparece o depósito do assessor Etevaldo Marçal da Silva, um militar reformado da Polícia Militar do Estado do Acre.

Extrato bancário que não está em segredo de Justiça


Sentindo-se ofendido, o vice-governador foi à Justiça contra o editor deste Portal. Pede uma indenização de R$ 50 mil.


Segundo o vice-governador, a publicação se configura calúnia, visto que a procedência de todos os valores que passam pela conta bancária de Rocha são totalmente lícitos.

Nunca foi dito o contrário. Houve a cobrança que houvesse uma explicação pública, pois trata-se de atos praticados por homens públicos.


Forçando a barra, Rocha ressalta que houve uma verdadeira quebra do sigilo bancário, uma vez que foi divulgado, na sua opinião, algo que nem de longe possuía autorização.


Para justificar o depósito, o vice-governador afirma que a transferência realizada da conta do senhor Etevaldo Marçal para a sua se trata único e exclusivamente da venda de um veículo que fora realizado entre os mesmos.

Nomeação de Etevaldo Marçal
no gabinete do vice-governador


No processo movido por Rocha, porém, não foi apresentado documento ou recibo de compra e venda do veículo.


Embora seja vice-governador e tenha salário altíssimo, Rocha pediu a concessão da gratuidade da justiça nos termos do art. 98, 99, §3 do Código de Processo Civil, “pois sua insuficiência está demonstrada por meio da declaração de hipossuficiência acompanhada de documentos”.


Também solicitou a concessão da tutela de urgência, a fim de que seja excluída a notícia publicada em rede social e sítio eletrônico.


A juíza responsável pelo caso negou a tutela de urgência, pois seria o tolhimento da livre manifestação do pensamento.


Há uma audiência marcada para o próximo dia 10 de dezembro, às 13 horas.

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