Reunião da bancada com ministro da Saúde revela falta de prestígio nacional da bancada bolsonarista acreana

Dos 11 representantes que o Acre tem no Congresso Nacional, nove votam fechado com o presidente da República Jair Bolsonaro.

Até o deputado Jesus Sérgio (PDT), que, em tese, deveria ser oposição, não esconde a simpatia pelo presidente.

Restam na oposição os deputados Perpétua Almeida (PCdoB) e Leo de Brito (PT).

No Acre, Bolsonaro obteve 80% dos votos no segundo turno.

Mesmo tendo uma bancada que bate bumbo para as sandices presidenciais, os parlamentares tiveram que praticamente se humilhar para serem atendidos pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Da reunião tão esperada, o parlamentares bolsonaristas viram a montana parir um ovo.

Tiveram que ouvir que o Gladson Cameli dispõe de R$ 100 milhões, enviados pelo governo federal e não economizado como divulgou o governador, para combater a pandemia da Covid-19.

O mais chocante, porém, foi quando o ministro disse que disponibilizaria aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar pacientes acreanos para outros estados, hipótese que nunca foi aventada.

Apesar do fiasco nas tratativas, o coordenador da bancada ainda saiu com essa frase: “Terminamos agora a reunião com o ministro Eduardo Pazuello. Uma reunião muito proveitosa. Conseguimos sensibilizar o ministro da situação que está o nosso Estado. Amanhã mesmo (quarta, 10) já tem gente do Ministério da Saúde para ver o que precisa e o que é que não precisa. Colocou avião à disposição e se possível tirar gente daí para outro Estado.”

Se esse tipo de reunião é proveitosa, é melhor nem saber o que é desrespeito.

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