República do TCE terminar em meio a intrigas, divergências e conflitos entre conselheiros e o governador

Ribamar Trindade será empossado em sessão marcada para quinta-feira

O fim da República chegou.

Há pouco menos de dois anos, querendo dar ares de legalidade e seriedade, o governador Gladson Cameli foi buscar no Tribunal de Contas do Estado (TCE) os nomes que seriam a cara do seu governo.

Supostamente orientado pelo conselheiro Antonio Malheiro, Cameli nomeou funcionários da corte de contas para cargos estratégicos.

Entregou a Casa Civil ao assessor direto de Malheiro, Ribamar Trindade.

A Secretaria da Fazenda ficou com a também servidora do TCE Semirames Dias e a Controladoria-Geral do Estado com Oscar Abrantes Guedes.

Instalada com poderes quase absolutos, a chamada República do TCE não se deu bem do outro lado do balcão.

Tratava-se de uma equipe acostumada a dizer o como o não fazer, quando no governo o fundamental é encontrar o caminho legal para o como fazer.

Os conflitos não tardaram a vir.

As reclamações do governador eram constantes por parte do governador, que reclamava que as coisas não andavam.

Continuam sem andar muito, mas as reclamações pararam.

Sempre apostando no jogo do troca-troca, o governador começou pela demissão do controlador-geral.

Na seqüência, a secretaria da Fazenda pediu o boné voltou ao tribunal.

O último integrante da República do TCE retornará nesta quinta-feira.

Ribamar Trindade terá o retorno por cima, na condição de conselheiro.

Essa indicação e nomeação de Trindade abriu uma crise sem precedente dentro do TCE.

Evidentemente houve todos os tipos de manobras para que o chefe da Casa Civil fosse colocado no cargo.

Há dentro da corte um sentimento de revolta e traição. A maioria dos integrante carregam a certeza de que a vaga seria da auditora de contas Maria de Jesus Carvalho, que perdeu o posto por ter mais de 65 anos de idade.

Um dos mais indignados é justamente o conselheiro Antonio Malheiro.

Ribamar Trindade será empossado por força de decisão judicial, do contrário não seria.

Será uma das posses menos prestigiadas da história do TCE. É como se entrasse pelas portas do fundo.

Há previsão de que novos embates acontecerão.

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