Queimar é crime, mas quem incentivou a criminalidade foi o próprio governador Cameli

https://youtu.be/tnWYpTVT2B8

Chega a ser patética a propaganda oficial falando que queimar é crime.

A intenção é das melhores, mas esse tipo de coisa deve vir precedida de exemplos.

E os exemplos são os piores.

De pouco serventia tem a propaganda oficial, se aquele que manda apoia aos criminosos.

Sim, foi o próprio governador Gladson Cameli que incentivou a criminalidade ambiental.

Em duas oportunidades, no final de maio, Cameli descredenciou os funcionários do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac).

Em Sena Madureira, no dia 31 de maio, o falastrão governador orientou: “Se o Imac estiver multando alguém, me avisa (…). Me avisem e não paguem nenhuma multa, porque quem está mandando agora sou eu”.

No vídeo que o leitor pode ver aqui ele afirma: “Não vou permitir que venham prejudicar quem quer trabalhar”. Sob aplausos e batendo no próprio peito, reforçou: “Não paguem, quem manda sou seu”.

Coincidência ou não, de lá para cá, a situação só piorou.

Sob o comando da Gladson Cameli, os focos de incêndio aumentaram 200%, em relação ao ano passado.

Segundo o sistema de monitoramento SAD, do Imazon, a área desmatada no Acre no primeiro semestre deste ano alcançou 65 km², contra 14 km² registrados no mesmo período de 2018 —salto de 364%.

Num distante segundo lugar, aparece o Pará, com 23% de aumento.

Em toda a Amazônia, a área desmatada de janeiro a junho deste ano atingiu 2.061 km², diminuição de 19% em comparação com o primeiro semestre de 2010 (2.546 km²), sempre segundo o monitoramento do Imazon.

Os números são assustadores. Preocupam pela omissão do governo e, principalmente, dos órgãos de controle.

A declaração e a autorização criminosa do governador deveriam ser apuradas. Mas tem muita gente escondida nessa cortina de fumaça.

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