Presidente do Iapen autorizou transferência de preso de alta periculosidade para prisão de segurança mínima

Diabão aproveitou a facilidade e fugiu

No último dia 14, o presidiário Matheus Campanerutti Pinheiro, conhecido como Diabão, fugiu do presídio enquanto participava de um curso de marcenaria, no Polo Moveleiro de Rio Branco.

No dia da fuga, foi informado que o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) abriu procedimento administrativo para apurar os fatos.

A linha de apuração não é tão difícil de ser seguida. Campanerutti Pinheiro é considerado um criminoso de alta periculosidade, com vários crimes a ele imputados.

Pelo perigo que representa, o presidiário, em tese, deveria estar na prisão de segurança máxima, mas não estava por uma decisão administrativa.

No dia 29 de março deste ano, por determinação do presidente do Iapen, José Lucas da Cruz Gomes, Matheus Campanerutti Pinhero foi transferido do presídio Francisco de Oliveira Conde para a Unidade de Regime Fechado 3, também chamada de UP 4 ou Papudinha.

A transferência, segundo servidores do Iapen, não seguiu o rito normal, que consiste em passar por uma comissão, que delibera sobre o assunto.

“Não posso afirmar, mas o Diabão parece ser parente de pessoa de alta patente na polícia. Há indícios de que essa ordem de transferência veio do andar de cima”, acusa uma fonte que pediu o sigilo.

Fazer ilações num assunto sério como esse é irresponsável. Mas não se pode desconsiderar que pouco explicável os motivos que levaram o presidente do Iapen a autorizar a transferência.

Afinal, a URF3 é considerada presídio destinado a presidiários de baixa periculosidade. Integrantes de grupos criminosos não podem cumprir pena no local.

Na unidade, é praxe ficarem ex-policiais e detentores de diploma de nível superior.

Diabão não preenchia os requisitos. A sua universidade é a do crime. Trata-de uma pessoa com vários crimes nas costas.

No mais cruel desses crimes, em setembro de 2017, ele matou a estudante de administração Dayane Kédila da Silva, no município de Capixaba.

Para executar o crime, ele, encapuzado, invadiu a casa e atirou na estudante e na mãe dela, Valquiria Roque, que passou vários dias internada.

Uma pessoa dessa não podia estar na prisão de segurança mínima. Isso até a pessoa mais leiga sabe. Não é mesmo, presidente Lucas Gomes?

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