PF investiga atos praticados na gestão Nei Amorim à frente da Aleac

Os nomes não foram mencionados até agora.

Mas as evidências falam por sí só.

A operação da Polícia Federal deflagrada hoje tem como alvo investigar a gestão do ex-deputado Nei Amorim à frente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac).

Ao todos foram 25 mandados a serem cumpridos no Acre e um na cidade da Chopinzinho, no Paraná.

Dentre os mandados cumpridos, dois foram nas residências dos servidores Adalcimar Gomes e Auricélio Rêgo, homens de confiança de Amorim.

Os dois foram presos em setembro de 2018, na Operação Hora Extra, que investigou crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes nos contratos de publicidade.

Há informações não oficiais de que os agentes teriam ido na residência do ex-deputado.

Segundo nota emitida pela Polícia Federal, a “Operação Res Principis” visa desarticula grupo criminoso que, de forma estruturada, fraudou contratos públicos no âmbito das antigas gestões da Aleac.

Um dos contratos investigados é o da empresa terceirizada Maia & Pimentel, que seria administrada por “laranja”

Aproximadamente 100 Policiais Federais cumprem os 26 mandados.

No Acre, os mandados estão sendo cumpridos na Aleac, nas casas de servidores e ex-servidores públicos, bem como de empresários.

Além dos mandados de busca e apreensão a Justiça determinou a suspensão dos exercícios das atividades pública de dez servidores da Aleac.

A operação é fruto de meses de investigação, que teve início quando membros do esquema criminoso, que agiam fraudando licitações de publicidade da casa legislativa no estado do Acre, buscaram aliciar servidores públicos para que impedissem a atuação dos órgãos fiscalizadores.

Com o aprofundar das investigações, verificou-se que tais membros da organização criminosa também praticavam diversos outros crimes dentro da Assembleia Legislativa, como “rachadinhas”, contratação de “funcionários fantasmas, concessões indevidas de passagens aéreas, entre vários outros.

Os alvos da operação responderão pelos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa e fraude às licitações.

O nome “Res Principis” se relaciona à nefasta atuação vislumbrada, voltada à malversação da coisa pública, em conceito que antagoniza a “res publica”.

Recentemente, Nei Amorim foi escalado pelo governador Gladson Cameli, de quem tornou-se aliado, para ajudar na coordenação da campanha da prefeita Socorro Neri à reeleição.

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